MUNDO EM COLAPSO

Ciência, Sociedade, Tecnologia e Entretenimento.

O POVO BRASILEIRO PRECISA ENTENDER QUE TUDO VAI MUDAR!

Você sabe disso, é capaz de sentir as mudanças no ar, não conseguiram te hipnotizar...

Há muitas verdades sendo omitidas pela mídia em geral...

Verdades das quais sua vida muitas vezes depende...

E outras que você não faz a mínima questão de saber.

Isso leva a se sentir como um peixe fora d'água ou coisa mais esquisita, não leva?

A boa notícia é que você não é uma pessoa louca, nem é a única a pensar assim...

A má notícia é que você é minoria e a maioria acha que o seu problema é loucura... se você não liga a mínima, o MUNDO EM COLAPSO também não... Sinta-se em casa!

Mostrando postagens com marcador botânica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador botânica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, abril 09, 2010

o mercado em expansão das biojóias é uma forma de renda sustantável

Um ramo do mercado que vem se desenvolvendo rapidamente e fazendo muito sucesso é o das Biojóias. O nome é pomposo, mas não passam de sementes, galhos, escamas e conchas, que são obtidos pela técnica milenar da coleta e chegam aos pescoços e orelhas do mercado de consumo a preços muito elevados. É claro que não é fácil fazer algo bonito, mas diga isso aos biojoalheiros que estão espalhados por toda parte, a maioria se preocupa com a quantidade e não com a qualidade de suas peças, esperando lucros mais rápidos, o que não se torna possível. Porém, exercitando a técnica, alguns deles deixaram de ser simples vendedores ambulantes de brinquinhos-de-pena para abrirem empresas de exportação destas jóias(que são realmente raras onde não existem).

Existe muito pouca regulamentação sobre este ramo comercial, e não se pode esquecer que a fauna e a flora devem ser preservadas, o governo deveria tomar medidas para que os materiais de biojoalheria fossem melhor fiscalizados.

Não se pode simplesmente sair catando sementinhas por aí, é preciso estar certo que a retirada do material não está prejudicando os ecossistemas naturais, seria uma tragédia se por causa da aparência fosse extinta alguma espécie. E não é por acaso que se deve utilizar preferencialmente as sobras de produção como matéria prima das biojóias, quando nativo, o material botânico e o material zoológico devem ser coletados a partir de espécimens cultivados ou já encontrados mortos.

Tem muita gente que pode pensar: "Não é que dinheiro da mesmo em árvore? E nem precisa plantar, vou pegar as que tem no mato mesmo e exportar pra europa", mas não é bem assim que a coisa funciona. Se você não tiver uma autorização do IBAMA, o próprio IBAMA pode bater na porta do seu estabelecimento junto com a Polícia Federal, ainda mais se receber alguma denúncia.

Você será preso por biopirataria, se você for mulher pode continuar vendendo no próprio presídio, agora se você for homem pode até tentar vender, mas vão querer mesmo é que você desfile com elas. Então cuidado, você não precisa disso, pode usar o "lixo" e fazer os ripongas pensarem que estão se cobrindo de natureza.

Sementes de açaí, guapuruvu, ovos de avestruz, cascas de coco, dentes de capivara, couro de jibóias, rabos de cascavéis, penas de pavão, ou essa pulserinha de lágrimas de nossa senhora na foto acima, são só alguns exemplos do que pode ser usado legalmente na biojoalheria.

Alguns bons designers de biojóias conseguem exportar aquilo que você pisa em cima e joga no lixo orgânico por centenas de euros através da internet. Os motivos para optar pelas biojóias são muitos: é um material renovável, ecológico, totalmente ao contrário do plástico que não se decompõe. Utiliza material de descarte, então diminui a quantidade de lixo produzido pela indústria alimentícia, e o melhor de tudo é que pode estragar, principalmente se forem biojóias de sementes, isso obriga as pessoas a comprarem de novo, o que sacia a sede consumista e não causa danos ambientais, já que se os colares forem pro lixo, vão virar adubo.

domingo, março 21, 2010

O misterioso mundo dos cactus epifíticos Sul-Americanos

Quando se fala em cactos, é comum a associação imediata com zonas secas e áridas. Mas existem grupos, como os cactos epífitos, cujo habitat se encontra em áreas úmidas da Mata Atlântica. O cactos epífitos vivem sobre as árvores. Nascem ali mas não estabelecem uma relação parasitária, ou seja, não utilizam os nutrientes das árvores para sobreviver – exemplos comuns de epifitismo são as orquídeas e as bromélias. Com o objetivo de reconstruir a história evolutiva de um grupo de cactáceas, pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com pesquisadores do Jardim Botânico de Kew, em Londres (Reino Unido), utilizaram informações contidas em seu DNA.

O estudo se concentrou principalmente na análise de Rhipsalideae, a principal tribo de cactos epífitos, que é restrita à América do Sul. Os pesquisadores buscaram saber também, com base na história evolutiva do grupo, como as espécies – predominantemente brasileiras – assumiram a distribuição geográfica atual e como a morfologia se modificou ao longo dos anos. “A ideia central da pesquisa foi entender quais características estariam associadas à evolução desses cactos. Buscamos entender os processos que levaram à diversificação desse grupo de cactáceas”, disse Lúcia Garcez Lohmann, professora do Departamento de Botânica do IB, à Agência FAPESP.

Esse foi o primeiro estudo filogenético realizado para entender tanto a origem evolutiva como aspectos da biologia dos cactos epífitos. “Concluímos que a classificação anterior para a tribo Rhipsalideae continha alguns grupos que não eram corroborados pelos dados provenientes do DNA, indicando que uma reavaliação da classificação da tribo era necessária, de forma que uma nova classificação, mais prática e previsível, pudesse ser estabelecida”, explicou Alice.

A bolsista coletou amostras do Rio Grande do Sul à Bahia, durante os dois primeiros anos da pesquisa. Na América do Sul, percorreu a Costa Rica, Equador, Peru e Bolívia. Morfologicamente, os cactos epífitos são bem reduzidos, se comparados com os cactos do Semi-Árido. “Existem muitas espécies endêmicas, encontradas apenas em microáreas dentro da Mata Atlântica. Muitas ocorrem em áreas entre 800 e 1.200 metros de altitude e em árvores de grande porte”, disse.

“Ao reconstituir a árvore genealógica de Rhipsalideae, percebemos que diversas linhagens do grupo se originaram na floresta atlântica brasileira e, subsequentemente, ocuparam outras florestas na América do Sul, América do Norte, África e Ásia. No entanto, essas transições ocorreram em momentos diferentes”, explicou. “Outro achado de nosso estudo mostrou que em Rhipsalis, o maior gênero dos cactos epífitos, os tipos de flores são as características que melhor indicam o parentesco entre espécies”, acrescentou Alice.

As pesquisadoras destacam ainda que o epifitismo já estava presente no ancestral da tribo Rhipsalideae, indicando que a evolução do epifítismo precedeu a diversificação do grupo como um todo. O epifitismo é um dos hábitos menos estudados em plantas. Por definição, epífita é qualquer planta que não está diretamente ligada ao solo e que precisa de um suporte para crescer. Alice explica que os cactos epífitos da tribo Rhipsalideae fazem parte de um grupo particular conhecido como epífitas obrigatórias, que germinam em cima de árvores e permanecem ali, sem nunca ter contato com o solo.

Segundo Lúcia, pesquisas envolvendo a reconstrução do parentesco em espécies vegetais eram inicialmente feitas com base na aparência externa das plantas, ou seja, na morfologia. “Em alguns casos, aparência é um bom indicador de parentesco, mas em outros não. Imagine, por exemplo, o que aconteceria se o grau de parentesco entre seres humanos fosse estabelecido apenas com base na cor dos olhos – frequentemente teríamos pais que seriam classificados como parentes distantes de seus próprios filhos”, comentou.

Lúcia comenta que, apesar de ouvirmos muito sobre a biodiversidade brasileira, ainda conhecemos relativamente pouco sobre a história da nossa biodiversidade. “Sabemos que mudanças climáticas globais estão alterando os ciclos biológicos de plantas e animais, por exemplo. No entanto, pouco sabemos sobre como se deram essas alterações no passado. Um melhor entendimento desses processos nos ajudaria a realizar melhores previsões para o futuro e o estabelecimento de melhores decisões em relação à conservação da biodiversidade”, disse.

Fonte: Fapesp