MUNDO EM COLAPSO

Ciência, Sociedade, Tecnologia e Entretenimento.

O POVO BRASILEIRO PRECISA ENTENDER QUE TUDO VAI MUDAR!

Você sabe disso, é capaz de sentir as mudanças no ar, não conseguiram te hipnotizar...

Há muitas verdades sendo omitidas pela mídia em geral...

Verdades das quais sua vida muitas vezes depende...

E outras que você não faz a mínima questão de saber.

Isso leva a se sentir como um peixe fora d'água ou coisa mais esquisita, não leva?

A boa notícia é que você não é uma pessoa louca, nem é a única a pensar assim...

A má notícia é que você é minoria e a maioria acha que o seu problema é loucura... se você não liga a mínima, o MUNDO EM COLAPSO também não... Sinta-se em casa!

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quarta-feira, agosto 08, 2012

Quanto mais inteligente é um animal, mais desagradável é comer a sua carne?


Os golfinhos são inteligentes, formam grupos sociais, comunicam-se através de sons, se reconhecem diante de um espelho, etc. Um golfinho pode aprender a fazer truques e executar o que aprendeu na frente de uma audiência ou de uma câmera. Golfinhos possuem nomes próprios na sua linguagem, a maioria das culturas humanas considera desagradável a idéia de comer carne de golfinho, justamente por entendermos que são seres de inteligência superior.

Um estudo recente sugere que a inteligência que percebemos em um animal é o principal fator para determinar se vamos ou não estar desgostosos com a idéia de comê-lo. Aí a coisa complica, a palavra-chave nesta afirmação é "percebemos". Segundo o estudo, as pessoas tendem a atribuir níveis mais baixos de funcionamento mental aos animais que estão prestes a comer.

Então vamos comer atum sem culpa pois o atum não é muito inteligente na nossa concepção. Dizemos a nós mesmos que o atum não é inteligente para que possamos comê-lo? A questão é, nossas crenças sobre a inteligência animal nem sempre são confirmadas através das observações científicas.

O estudo relata experiências sugerindo que as galinhas podem ter uma forma primitiva de auto-consciência (uma compreensão de que um é um indivíduo separado de outros indivíduos), têm um sentido limitado de tempo e são capazes de executar tarefas em troca de gratificações.

Alguns peixes parecem ser capazes de reconhecer outros indivíduos dentro de seus cardumes, outros trabalham juntos para capturar comida, formam memórias de longa duração e usam ferramentas. Parece que quanto mais aprendemos sobre a cognição animal, mais nós somos surpreendidos pela forma como a inteligência animal pode nos ser familiar.

Se o pensamento de comer um animal inteligente é repulsivo para você, então a solução óbvia é a de se tornar um(a) vegetariano(a). Essa é uma resposta simplista no entanto. Embora seja possível aderir ao vegetarianismo, os benefícios do vegetarianismo vs. onivoria estão em disputa não só no quesito saúde, mas também nos quesitos "crenças éticas" e "tradições culturais".

O estudo foi publicado na ScienceDirect e chama-se "Too close to home. Factors predicting meat avoidance", foi escrito por psicólogos da Universidade de British Columbia e trata sobre os fatores que levam as pessoas a evitar o consumo de carne. A conclusão é polêmica e visivelmente pró-vegetarianismo, na realidade embora seja desagradável para a maioria saber que o animal abatido para o consumo é um ser inteligente, isso não é objeto de uma aprofundada reflexão, comemos o que estamos acostumados culturalmente a comer.

sábado, agosto 04, 2012

Estudo prova que o canibalismo é vantagem evolutiva em aranhas-de-jardim

Os casos de aranhas-dos-jardins (Agelenopis sp.) americanas que praticam canibalismo com os machos após a cópula foram comparados com aqueles onde as aranhas não fazem uso do canibalismo. Resultado: mais filhotes de mães canibais eclodem do que os de aranhas não canibais. Isto sugere uma vantagem evolutiva para as aranhas fêmeas que comem os machos após o acasalamento.

A Explicação para a vantagem evolutiva do canibalismo sexual sugere que o macho é uma ameaça aos ovos em caso de escassez de alimento. O canibalismo sexual é uma prática difundida entre aranhas e escorpiões. Aranhas como a víuva negra são perigosas e recebem este nome graças a este seu comportamento.

O estudo foi publicado na Animal Behavior e é o primeiro a vincular o canibalismo com sucesso reprodutivo. Berning Aric, da Universidade de Pittsburgh, principal autor do estudo, coletou aranhas nos jardins de milhares de quintais, as criou e observou seu comportamento coletando dados biológicos sobre a reprodução. A isca utilizada para capturar as aranhas na armadilha foram grilos vivos. "Nós as rastreamos em uma série de métricas de desempenho", disse ele.

"Descobrimos também que as fêmeas mais famintas tendem a canibalizar primeiro o seu companheiro. A Agressividade também está relacionada com este ato e ela não inicia no ato sexual e sim nos sacos de ovos onde antes de nascerem alguns indivíduos já canibalizam-se." disse Aric. É possível que exista um "gene canibal" por trás deste comportamento.