MUNDO EM COLAPSO

Ciência, Sociedade, Tecnologia e Entretenimento.

O POVO BRASILEIRO PRECISA ENTENDER QUE TUDO VAI MUDAR!

Você sabe disso, é capaz de sentir as mudanças no ar, não conseguiram te hipnotizar...

Há muitas verdades sendo omitidas pela mídia em geral...

Verdades das quais sua vida muitas vezes depende...

E outras que você não faz a mínima questão de saber.

Isso leva a se sentir como um peixe fora d'água ou coisa mais esquisita, não leva?

A boa notícia é que você não é uma pessoa louca, nem é a única a pensar assim...

A má notícia é que você é minoria e a maioria acha que o seu problema é loucura... se você não liga a mínima, o MUNDO EM COLAPSO também não... Sinta-se em casa!

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segunda-feira, julho 23, 2012

Tubarão-baleia rouba pescadores em Papua, assista o vídeo!

Tubarões-baleia (Rhyncodon typus) são animais pacatos e também os maiores peixes do mundo, lembrando que são peixes cartilaginosos, assim como todos os outros tubarões além das arraias e das quimeras.

Devivo ao seu hábito alimentar filtrador (semelhante ao das baleias) não são predadores vorazes como a maioria dos tubarõs. No entanto este Tubarão-baleia de Papua na Oceania, encontrou um jeito muito inteligente de se alimentar. Aproveitando a rede de pesca recheada de peixes ele abriu um buraco e começou a sugar os peixes, veja o Vídeo:


quarta-feira, julho 18, 2012

Muros Verdes podem reduzir Poluição do Ar de Grandes Cidades em até 30%

Cientistas sugeriram após realizarem estudo, que a criação de "muros verdes" em áreas urbanas poderia reduzir a poluição do ar em até 30%. Os Pesquisadores Britânicos dizem que plantar mais árvores e outros tipos de vegetação no nível da rua serviria para limpar o ar em áreas que são normalmente expostas a níveis mais elevados de poluição, como grandes avenidas.

Plantas de pequenas e grandes cidades foram usadas como exemplo, pois removem o dióxido de nitrogênio (NO2) entre outras partículas que são prejudiciais para a saúde humana. Os resultados aparecem no periódico Environmental Science and Technology.

"Até agora, todas as iniciativas em torno de reduzir a poluição abordaram a fonte do problema, como tirar de circulação carros velhos, obrigar indústrias a utilizarem filtros e a prática do rodízio de automóveis para reduzir o congestionamento. Nem todas estas medidas tiveram ou estão tendo o efeito desejado, então estamos propondo combater a poluição em outra frente", disse o co-autor Rob MacKenzie, Professor da Universidade de Birmingham.

"O benefício de paredes e muros verdes é que eles limpam o ar que entra e passa por uma rua, que funciona como um canyon graças aos prédios", observou o Professor MacKenzie. "Plantar mais vegetação nas cidades de forma estratégica será uma maneira relativamente fácil de assumir o controle dos nossos problemas locais de poluição", acrescentou.

Estudos anteriores demonstraram que os espaços urbanos ecológicos podem reduzir a poluição, mas apenas cerca de 5%. Este estudo sugere que o posicionamento estratégico da vegetação pode reduzir a poluição do ar em até 30%. Muros verdes, constituídos por plantas trepadeiras, construídas em estruturas ao ar livre podem atuar como filtros de poluição do ar, segundo a equipe.Nicola Cheetham, chefe de meio ambiente (transporte de superfície) para Transport for London (TfL), saudou os resultados. "Nossa própria pesquisa, realizada pelo Imperial College de Londres, mostra a capacidade de diferentes plantas para reter partículas", disse ela.

Esta pesquisa é importante pois aponta alternativas para o combate de um problema real e que afeta a vida cotidiana dos que habitam as grandes e médias cidades do mundo industrializado, a poluição do ar. Por mais que exista debate no meio científico sobre o homem estar afetando o clima em escala global, ninguém discorda que estamos afetando o microclima local dos locais que nós vivemos, e esta deve ser a verdadeira discussão e preocupação dentro dos setores ambientalistas.

Fonte: BBC News

terça-feira, julho 17, 2012

Monsanto e Cargill Vão Soltar Transgênicos nos Oceanos

O cultivo em massa organismos transgênicos tem um impacto extremamente negativo para a saúde ambiental mundial. Tal como está, a soja (Que é o carro-chefe da transgenia) é amplamente utilizada em nossas dietas, estando presente em quase todos os alimentos processados e também nos não processados como a carne, já que a soja transgênica é administrada como ração aos animais criados em confinamento, até hoje esta soja é utilizada largamente para animais terrestres, mas o seu impacto está prestes a se expandir.

Segundo a Monsanto e a Cargill, duas gigantes da indústria alimentar transgênica, o caminho será produzir ração de soja transgênica também para as criações de peixe do mundo todo, numa atitude que eles estão rotulando de "sustentável".

A ONG Food & Water Watch (www.foodandwaterwatch.org), lançou um relatório que revela a verdade: Usar Soja para alimentação dos peixes seria um desastre ambiental, e também para a saúde humana.

Estima-se que cerca de metade de frutos do mar do mundo vem da aquicultura, que é o termo usado para descrever a piscicultura industrial. Como os confinamentos terrestres, a piscicultura industrial tem tido problemas desde o início, incluindo condições de superlotação, a poluição e as dietas artificiais.

A alimentação tem sido uma área de controvérsia, como por vezes os peixes selvagens são usados para preparar a farinha que alimenta os peixes confinados, estas empresas alegam estar fazendo algo pelo meio ambiente, mas cada dia que passa novos estudos surgem demonstrando os malefícios da soja na alimentação humana bem como aos ecossistemas onde a soja transgênica é inserida para servir de ração, tanto para humanos quanto para os animais que servem de alimento a estes.

Em setembro de 2011, a soja Illinois Association anunciou que alimentar peixes com soja transgênica poderia "revolucionar a piscicultura sustentável". Eles estão buscando fornecer ração de soja para peixes o mais rápido possível, pois isso pode gerar no mínimo 200 milhões de dólares por ano, o que é uma estimativa baixa!

Entre os motivos que tornam alimentar peixes com soja algo perigoso, está a contaminação dos organismos marinhos com sequências de DNA modificadas criadas pelo ser humano que poderiam vir a se inserir nestes organismos. O aumento descontrolado das populações de peixes que são criados ou se utilizam dos viveiros (visto que estes possuem contato com o mar), também é citado. Além disto, aumentaria a derrubada de matas nativas para plantar soja, além do óbvio: Monsanto e Cargill controlarão o mercado de frutos-do-mar.

Fonte: Foodconsumer.org

domingo, agosto 15, 2010

Campistas estão invadindo o território das onças no Pantanal

Os ataques de onça-pintadanas imediações da Estação Ecológica de Taiamã, nas margens do rio Paraguai, município de Cáceres, a 215 Km de Cuiabá, não estão relacionados a possibilidade de superpopulação do felino na área. Desde o primeiro ataque ocorrido em 24 de junho de 2008, pesquisadores e técnicos ambientais do Instituto Chico Mendes(ICMbio) e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros investigam o comportamento dos animais daquela região e o que podem estar provocando os ataques.

Com uma população estável em todo o Pantanal mato-grossense e na Amazônia, os ataques possivelmente estão relacionados ao turismo desordenado na região de Cáceres que inclui a observação inadequada dos felinos e a caça , denunciada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e que levou a prisão 14 pessoas numa operação em conjunto com a Policia Federal.

O coordenador do Programa Nacional de Controle de Conflitos entre Predadores e População Humana do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, biólogo Rogério Cunha de Paula vem avaliando os ataques desde 2008 e observa que nos dois casos há um mesmo padrão, ou seja, as pessoas estavam dentro do habitat das onças e ambos foram pegos de surpresa. No primeiro caso, pai e filho dormiam em uma barraca e foram atacados por duas onças.

Alguns relatos obtidos pelos pesquisadores informaram que para fazer o acampamento os pescadores teriam atirado por alto para espantar os animais. O filho foi praticamente devorado por uma das onças. Há vinte dias, outro jovem que pescava em um barco nas margens do rio foi atacado pelas costas. Os ferimentos na cabeça foram muito graves e a vítima só foi salva porque caiu na água e os barqueiros bateram na cabeça da onça com o remo.

Cunha de Paula diz que a idéia de superpopulação é praticamente descartada, já que a onça-pintada está no topo da cadeia alimentar , é alvo de caça e tem reprodução lenta. “O que pode estar ocorrendo é que, com o desmatamento no entorno, as onças estariam se concentrando mais na área da Estação de Taiamã , bastante conservada. Outra suposição é de que a região esteja passando por mudanças no regime de pulso das águas do Pantanal o que pode estar empurrando a população de onças - que sempre foi abundante naquela área para as proximidades de Taiamã dando a falsa impressão de superpopulação”, disse.

Outro fator que está sendo considerados nas investigações do ICMbio é o uso cevas tanto no Pantanal de Cáceres como na região de Barão de Melgaço e Poconé para facilitar o avistamento de onças. Há alguns anos foram feitas denúncias quanto ao uso de iscas por um empresário estrangeiro que possui pousada na região de Porto Jofre, próximo ao Parque Estadual Estação das Águas. O site da pousada garantia o avistamento do felino e chegava a afirmar que devolveria o pagamento do turista caso não observasse a presença de uma onça. Até hoje não se conseguiu comprovar a denúncia, mas a prática de ceva é apontada por moradores e funcionários de pousadas.

O chefe do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense , localizado na confluência do Rio Paraguai com o rio Cuiabá, divisa com Mato Grosso do Sul e ao lado da Serra do Amolar, biólogo José Augusto Ferraz lembra que a presença de onças no Pantanal é comum e raramente se tem notícias de ataques a pessoas na região do parque. Trabalhamos ali há muitos anos e não existe superpopulação e nem ataques aos homens.Nem mesmo os índios que conviveram sempre com elas não só Pantanal como na Amazônia relatam esse comportamento das onças. Estamos constantemente fiscalizando o parque e não existem cevas e nem turismo de observação de onças”, conta.

Cunha de Paulo, do ICMbio, conta que desde o primeiro acidente em 2008 foram feitos vários alertas a comunidade de Cáceres quanto ao turismo de observação de onças feito de forma inadequada. “ A onça-pintada é o maior felino das Américas, atrevido e valente, não tem medo do ser humano e leva a sério a disputa de território (em média 15 hectares). Tem uma média de três filhotes por ninhada que ficam sob cuidados da fêmea por pelo menos dois anos. É muito ariscado se aproximar dela quando o filhote está por perto ou então quando estão com uma carniça. É extremamente violento, por isso é preciso manter uma distância de 20 a 30 metros. A presença cada vez maior de gente no seu habitat pode estar provocando esses ataques‘, diz.

Essa combinação de perda de medo e associação de gente com comida pode levar a onça a atacar pessoas.“ Ainda que o avistamento de uma onça na natureza possa ser a maior recompensa para um ecoturista e que o uso de iscas aumente a (tipicamente remota) chance de um encontro, a prática de usar iscas para atrair os felinos podem ter consequências desastrosas e deve ser banida”, recomenda.

O coordenador do Núcleo de Fauna do Ibama/MT, veterinário Cesar Esteves Soares afirma que não existem pesquisas que comprovem superpopulação de onças-pintada. “Taiamã sempre teve alto índice de avistamento de onças pela oferta de alimentos nas margens do rio Paraguai e o nível de conservação do local. ‘O que estamos fazendo é tentando mapear essa área e os felinos que habitam o local. Vamos responder cientificamenteque a hipótese de superpopulação é muito remota. Vamos saber o que tem induzido as onças a atacar na região de Cáceres já que não faz parte do seu comportamento natural", diz, acrescentando que o mais provável é que na tentativa de mostrar onças aos turistas, ‘estão entrando no habitat delas e se aproximando demais. As investigações estão levando em conta também as inúmeras denúncias de que ‘empresários do turismo‘, pescadores e barqueiros estariam cevando onças disponibilizando animais mortos como jacarés em determinados pontos onde elas passam. Cesar alerta ainda que o turismo precisa considerar o avistamento de onças como um prêmio, um fato inesperado , ‘mas nunca provocar sua presença. É mais seguro usar as lentes de uma máquina fotográfica ou binóculo”, afirma.

O professor de biologia da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) de Cáceres, especialista em ecologia de mamíferos, Manuel dos Santos Filho, estudioso de onças há 20 anos, confirma as suposições de outros pesquisadores que relacionam a falta de ordenamento do turismo no Pantanal de Cáceres aos ataques. ‘Estão chegando muito próximos delas,usando vocalizadores que irritam o animal e isso eu já presenciei por aqui. Sabemos do uso de cevas, mas nunca cheguei a ver essa prática. A vocalização no período de acasalamento, irrita muito a onça. Ela é ótima nadadora e seus impulsos podem atingir até dez metros. Já soubemos de casos aqui em Cáceres e que não vieram a público de que elas pulam dentro dos barcos. É um animal muito rápido‘, informa.

A suposição de que pulso das águas no Pantanal de Cáceres pode estar concentrando a população de onças na Estação Ecológica de Taiamã foi comentada pelo biólogo e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas úmidas(INAU) inaugurado esta semana em Cuiabá, Mato Grosso, Wolfgang Junk. Ele conta que já foi comprovado que a Usina Hidrelétrica de Manso, instalada no rio Manso, município de Chapada dos Guimarâes modificou o ciclo de cheia e seca no Pantanal abaixo de Cuiabá. “ Mas seria preciso fazer medições na área de Cáceres e verificar essa hipótese. O fato é que o desmatamento no Pantanal pode estar mudando as onças de um lado para outro. Mas são hipóteses”, diz.

Segundo levantamento feito pela ONG Conservation International(CI) , 17% da cobertura vegetal original do Pantanal já foram destruídas, principalmente para a abertura de áreas de pastagem e cultivo. O impacto imediato dessa situação é a degradação do solo, o comprometimento dos processos hidrológicos que determinam os ciclos de cheia e seca, em grande parte responsáveis por toda a riqueza biológica da região, e a perda de biodiversidade, pois recursos como abrigo, alimento e locais de reprodução oferecidos pelas florestas e demais tipos de vegetação às espécies animais não estarão mais disponíveis.

Fonte: 24horasnews

segunda-feira, abril 05, 2010

Casas recicladas para reconstruir o Haiti

Todas as garrafas servem para a boliviana Ingrid Vaca Diez realizar seu projeto ecológico e social que começou há quase sete anos, e agora, graças às redes sociais, se espalhou por vários países das Américas. Com Pet, vidro e outros materiais descartáveis, que em muitos lugares acabam no lixo por falta de um sistema adequado de reciclagem, Ingrid constrói habitações ecológicas construídas para famílias de baixa renda.

Já existem seis casas desta arquiteta autodidata que na verdade é formada em direito, todas na localidade de Warnes, em Santa Cruz de la Sierra. Agora, depois de uma visita ao Uruguai, onde deu uma palestra sobre seu método de trabalho, foi para a argentina construir sua primeira casa em Roland, província de Santa fé.

Ingrid viaja ao Haiti em maio, convidada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para participar dos esforços de reconstrução no país.

O projeto começou quase por acidente. Ingrid tinha muito material mantido no pátio de sua casa, tudo ia para uma catadora de lixo que morava por perto. Um dia, a catadora ficou doente e as garrafas, espalhadas por toda parte irritaram o maridão.

"'Bota essas garrafas fora, você tem o suficiente para fazer uma casa", disse ele. E foi assim que Ingrid começou a construir. Ela já tinha feito cadeiras, artesanatos e mesas com o material reciclável, mas nunca uma casa.

Para cada metro quadrado são utilizadas 81 garrafas PET de dois litros que substituem os tijolos. Todas elas são preenchidas com sacos plásticos, papel e areia, ficando cada uma, com um peso final em torno de 3,5 quilos, sendo unidas com cimento para se erguer as paredes.

O reboco também é feito de material reciclado, segundo ela trata-se de "uma mistura de leite em pó vencido, esterco de cavalo, óleo de linhaça, sangue do gado, melaço de cana, enfim, o que tiver", ela garante que não apodrece nem atrai insetos (mas se informe melhor antes de rebocar o puxadinho da sua casa). Para o piso, ela usa pedaços de pneus usados que funcionam como isolante térmico.

Com a ajuda da comunidade, Ingrid ensina a técnica de construção e ergue uma casa em cerca de 15 dias. O trabalho é duro, mas o mutirão sempre agrega toda a comunidade, inclusive as crianças, que se divertem e participam do trabalho.

Os curiosos se aproximam e podem comprar comida caseira e artesanatos feitos pela comunidade, enquanto acompanham a "aula de engenharia popular". Economia solidária, ciência, engenharia e ambientalismo se unem no trabalho desta obstinada.

http://www.lostiempos.com/diario/actualidad/vida-y-futuro/20100321/una-boliviana-construye-casas-ecologicas-y-baratas_62506_113191.html