MUNDO EM COLAPSO

Ciência, Sociedade, Tecnologia e Entretenimento.

O POVO BRASILEIRO PRECISA ENTENDER QUE TUDO VAI MUDAR!

Você sabe disso, é capaz de sentir as mudanças no ar, não conseguiram te hipnotizar...

Há muitas verdades sendo omitidas pela mídia em geral...

Verdades das quais sua vida muitas vezes depende...

E outras que você não faz a mínima questão de saber.

Isso leva a se sentir como um peixe fora d'água ou coisa mais esquisita, não leva?

A boa notícia é que você não é uma pessoa louca, nem é a única a pensar assim...

A má notícia é que você é minoria e a maioria acha que o seu problema é loucura... se você não liga a mínima, o MUNDO EM COLAPSO também não... Sinta-se em casa!

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domingo, julho 29, 2012

Colombiano da NASA quer criar plantas na superfície do Planeta Marte

A criação de vida em outros planetas parece ser um evento divino. Mas, à luz da descoberta de uma proteína natural que bloqueia a radiação ultravioleta e regula calor, pode tornar esta tarefa algo possível de ser realizada. Esta molécula, descoberta pelo cientista colombiano Raúl Cuero, daria a raça humana a capacidade de reanimar superfícies mortas como a de Marte, pobre em oxigênio e rica em ferro.

A explicação é esta: a transferência do gene que expressa esta proteína para as plantas que também tem a capacidade de se proteger do calor e regular o ferro poderia fazer elas suportarem altas temperaturas assim como os efeitos nocivos da radiação ultravioleta. Estas condições permitiriam que a tais plantas crescer no planeta vermelho.

A presença destas plantas faria com que pouco a pouco o gás carbônico fosse captado e o oxigênio liberado para a atmosfera pelo processo de fotossíntese, a vida seria possível pois o oxigênio na atmosfera é a chave para a existência abundante de vida em nosso planeta.

A proposta chamou a atenção da agência espacial dos EUA (Nasa) e Raúl Cuero está desenvolvendo a planta transgênica que pode ter utilidade também em nosso planeta ao ser cultivada em desertos e áreas desertificadas, auxiliando na recuperação primária destas áreas.

"Este é um paradigma", enfatiza orgulhosamente o gênio. Esse projeto é o mais audacioso da carreira científica deste colombiano que iniciou seus estudos sobre origem da vida com apenas dez anos de idade, quando encontrou um livro de Alexander Oparin (autor da teoria da origem da vida ou teoria dos coacervados) em escombros de uma construção em sua cidade natal.

O projeto de Cuero ainda soa futurista e ambicioso, porém a biotecnologia avança a passos rápidos e já não é uma tarefa impossível inserir um gene que codifique esta proteína descoberta em algum espécime vegetal. No entanto, é um projeto de longo prazo que ainda vai precisar de muitos testes e estudos até podermos realmente criar um ambiente propício para os seres humanos em Marte.

terça-feira, julho 17, 2012

Monsanto e Cargill Vão Soltar Transgênicos nos Oceanos

O cultivo em massa organismos transgênicos tem um impacto extremamente negativo para a saúde ambiental mundial. Tal como está, a soja (Que é o carro-chefe da transgenia) é amplamente utilizada em nossas dietas, estando presente em quase todos os alimentos processados e também nos não processados como a carne, já que a soja transgênica é administrada como ração aos animais criados em confinamento, até hoje esta soja é utilizada largamente para animais terrestres, mas o seu impacto está prestes a se expandir.

Segundo a Monsanto e a Cargill, duas gigantes da indústria alimentar transgênica, o caminho será produzir ração de soja transgênica também para as criações de peixe do mundo todo, numa atitude que eles estão rotulando de "sustentável".

A ONG Food & Water Watch (www.foodandwaterwatch.org), lançou um relatório que revela a verdade: Usar Soja para alimentação dos peixes seria um desastre ambiental, e também para a saúde humana.

Estima-se que cerca de metade de frutos do mar do mundo vem da aquicultura, que é o termo usado para descrever a piscicultura industrial. Como os confinamentos terrestres, a piscicultura industrial tem tido problemas desde o início, incluindo condições de superlotação, a poluição e as dietas artificiais.

A alimentação tem sido uma área de controvérsia, como por vezes os peixes selvagens são usados para preparar a farinha que alimenta os peixes confinados, estas empresas alegam estar fazendo algo pelo meio ambiente, mas cada dia que passa novos estudos surgem demonstrando os malefícios da soja na alimentação humana bem como aos ecossistemas onde a soja transgênica é inserida para servir de ração, tanto para humanos quanto para os animais que servem de alimento a estes.

Em setembro de 2011, a soja Illinois Association anunciou que alimentar peixes com soja transgênica poderia "revolucionar a piscicultura sustentável". Eles estão buscando fornecer ração de soja para peixes o mais rápido possível, pois isso pode gerar no mínimo 200 milhões de dólares por ano, o que é uma estimativa baixa!

Entre os motivos que tornam alimentar peixes com soja algo perigoso, está a contaminação dos organismos marinhos com sequências de DNA modificadas criadas pelo ser humano que poderiam vir a se inserir nestes organismos. O aumento descontrolado das populações de peixes que são criados ou se utilizam dos viveiros (visto que estes possuem contato com o mar), também é citado. Além disto, aumentaria a derrubada de matas nativas para plantar soja, além do óbvio: Monsanto e Cargill controlarão o mercado de frutos-do-mar.

Fonte: Foodconsumer.org

sábado, agosto 28, 2010

Sou a favor dos transgênicos. Só não quero comer, tenho nojo

Luiz Eduardo de Carvalho: Pesquisador fala dos bastidores da aprovação do sinal de alerta no rótulos dos alimentos e joga água no suposto conflito entre empresas e ativistas

FRANCINE LIMA

Autor de vários blogs sobre engenharia e legislação de alimentos, o professor Luiz Eduardo de Carvalho é comumente acusado de ser “do contra”. Ativo participante de todos os debates importantes em torno dos alimentos, ele está sempre pronto para apontar as questões políticas complexas por trás de decisões que parecem resolvidas. Uma delas é a rotulagem dos transgênicos, um dos temas mais polêmicos da atual política brasileira. Carvalho falou com ÉPOCA por telefone sobre os bastidores da aprovação do símbolo de alerta nas embalagens de alimentos.

ÉPOCA – Os defensores da rotulagem dos transgênicos dizem que ela é importante para facilitar as escolhas do consumidor.

Luiz Eduardo de Carvalho - Mas as pesquisas mostram que o consumidor nem está prestando atenção. O que deu errado? Essa questão da rotulagem é política e cultural. Não tem nada a ver com alimentos ou com a agricultura. A verdade é que é impossível rotular de acordo com a norma. Não existe como diferenciar um produto do outro, mercadologicamente. Imagina se a indústria vai se segregar entre produtos transgênicos e não transgênicos, para atrapalhar as vendas? Pelo menos uma pessoa no Greenpeace e duas no Idec sabem do que estou falando, mas isso não é posto na mesa. Essas pessoas que são contra os transgênicos não têm argumentos toxicológicos, não têm comprovação de que o transgênico mata ou engorda, nem de que não mata, então acabaram focando na bandeira da rotulagem.

ÉPOCA – Por que foi decidido usar um símbolo na embalagem dos alimentos, se isso nunca tinha sido feito com outros ingredientes com potencial para prejudicar a saúde de algumas pessoas?

Carvalho - O símbolo é fruto de uma negociação política. Ele não simboliza apenas os transgênicos. Ele é simbólico de outras coisas também. Foi uma concessão para não ser cumprida. Veja, não existe a cultura de usar símbolos na rotulagem de alimentos. Na Europa, tentaram aprovar uma rotulagem que usaria a linguagem do semáforo para sinalizar se o alimento engorda ou não. Não aprovaram. Se tivéssemos essa cultura, se todo alimento tivesse uma simbologia, aí tudo bem usar o triângulo amarelo. Mas numa sociedade de consumo que nunca usou símbolos, não dá.

ÉPOCA – Como então identificar os alimentos transgênicos?

Carvalho - Não existe alimento transgênico. Isso é uma invenção da mente humana, é uma criação semântica. Materialmente, não existe. O que é material, concreto, são os organismos transgênicos. Existe soja transgênica, salmão transgênico, milho transgênico, batata transgênica. O que existe são organismos vivos transgênicos. Alimento não é concreto. Alimento já um conceito idealizado pela mente. Pra mim, bife de fígado não é alimento, porque eu não como bife de fígado. Quando você diz alimento, começa a incluir a manteiga, óleo de soja, margarina, maionese, pão de queijo. Nada disso é organismo. Organismo é a soja, é o milho. Esses têm gene. Posso modificar o gene deles. Margarina, pão de queijo e pizza não têm gene. Por isso essa história vira uma discussão de maluco.

ÉPOCA – A norma da rotulagem é equivocada?

Carvalho - Eles rotularam o óleo de soja. Mas nem esse dá para saber se é transgênico. É muito difícil saber. E uma coisa é o óleo de soja, que é puro. Outra coisa é uma sopa desidratada, que tem muitos ingredientes. Como analisar os DNAs de todos os ingredientes para achar qual é da soja e qual é transgênico? Por isso é impossível rotular.

ÉPOCA – O que deveria ser rotulado?

Carvalho - Eu considero alimento transgênico todo alimento que contiver um organismo transgênico. Por exemplo, milho de pipoca. Esse pode ser transgênico. Filé de salmão também. Salmão é um peixe, é um organismo, e por acaso também é um alimento. Arroz, feijão, soja, salmão e pipoca são alimentos e ao mesmo tempo são organismos. Agora, todo alimento que tiver um ingrediente que foi extraído de um organismo transgênico, trazendo ou não o gene junto com ele, também será considerado transgênico e será rotulado. Aí entram o óleo de soja, a margarina e até os aditivos a base de soja e de milho. E nessa definição entrariam também as enzimas. O coalho do queijo é expelido por uma bactéria transgênica. As enzimas do pão também são transgênicas. Mas como vamos rotular tudo isso? É uma provocação que eu faço, essa definição. É de propósito. Ela está correta, mas é uma definição política também. E, politicamente, optaram por isentar as enzimas da rotulagem. As enzimas são classificadas como coadjuvantes tecnológicos. Você vai ver o rótulo do pão de forma e ele não diz nada de enzima transgênica, porque todos os aditivos usados no pão estão isentos de rotulagem. O pão é ou não é transgênico?

ÉPOCA – É?

Carvalho - No fim das contas, a rotulagem é meramente um posicionamento de mercado. O fabricante de margarina que decidir rotular como transgênico, sendo a margarina transgênica ou não, vai competir com quem não rotular, ou com quem rotular “livre de transgênicos”. Quem é que vai vender? Quem rotular direito não vai vender. A legislação é cínica e hipócrita. E é negociada.

ÉPOCA – Como assim, negociada?

Carvalho - O Idec e o Greenpeace queriam impedir a aprovação do plantio da soja transgênica, mas perderam a briga. Quem ganhou tinha de ceder alguma coisa, uma ilusão qualquer. Então partiram para a negociação da rotulagem. Nessa briga, venceu a rotulagem, porque de rotular todo mundo era a favor. O Lula era a favor. A Monsanto era a favor. A questão então era: rotular o quê? Aí a luta foi transferida para outra arma: a definição do que é transgênico. Toda a briga passou a ser em torno de quais produtos seriam rotulados, e como. Como quem ganhou a briga tinha de ceder alguma coisa, cederam o triângulo: ‘Vamos triangular, depois a gente não triangula nada, ou põe bem pequeno, faz um negócio difuso.’ E fizeram também o ridículo de mandar rotular como transgênico todo animal que comer ração transgênica. Isso está na lei, mas é uma brincadeira. Mais da metade da soja plantada no Brasil é transgênica. Quem está comendo essa soja? Ou é você, ou é o porco ou é a galinha. Os animais estão rotulados como transgênicos? Não.

ÉPOCA – Existe algum porco rotulado?

Carvalho - Em algum momento eu vi uma briga do Greenpeace tentando rotular a ração. Os alimentos humanos não eram rotulados, mas o alimento dos animais teria de ser. É uma piada. Mas o produtor se perguntava: como é que eu vou rotular meu porco como transgênico se a ração que eu compro não tinha nada no rótulo? Então você come margarina sem rótulo, mas o porco come tudo rotuladinho. Mas também não rotularam a comida do porco, portanto o dono do porco se recusa a rotular.

ÉPOCA – E como foi definido o mínimo de 1% de ingrediente transgênico para a rotulagem? Como ele é calculado?

Carvalho - Eu fiz uma tabela para comparar o que seria transgênico no governo Fernando Henrique e o que é transgênico no governo Lula. No governo Fernando Henrique, havia o limite de 4% de transgênico para rotular. Na época, não era permitido plantar soja transgênica no Brasil, e a soja transgênica que entrava no mercado era contrabandeada. No governo Lula, mudou a regra. Determinaram que o limite seria de 1%. Aparentemente, a regra ficou mais rigorosa. O The Guardian publicou que o governo Lula é mais rigoroso. Tudo mentira. No governo FHC, era 4% para cada ingrediente. No governo Lula é 1% no produto final.

ÉPOCA – E que diferença isso faz para o consumidor?

Carvalho - A diferença é se o consumidor quer um mundo de grandes empresas, de grandes sementeiras, com um orçamento único na agricultura, grandes corporações de um dono só. É disso que estamos tratando. Em nenhum momento estamos tratando de comida. Até agora nenhum estudo mostrou que a soja transgênica faz mal. Os transgênicos são uma conquista da inteligência humana, é um avanço da ciência. É fantástico o cérebro conseguir entender o que é o genoma e intervir nele. É uma conquista enorme da civilização. Eu não sou contra. Mas não quero comer. Eu crio um paradoxo quando digo isso, mas é meu direito. Tenho nojo, não quero. Não precisa provar que faz mal. Não como e pronto. Tenho direito de ter nojo, e vão ter de rotular por causa do meu nojo. É assim que a sociedade funciona. Não se pode rotular só o que mata.

Fonte: Época

terça-feira, agosto 10, 2010

Contaminação por canola transgênica na Dakota do Sul (EUA)

O mais provável é que tenham sido sementes que caíram de um caminhão, ainda que não se possa descartar que tenha sido uma simples polinização. O caso é que o campo de Dakota do Norte está repleto de canola transgênica, segundo acaba de descobrir uma equipe da Universidade do Arkansas.

Ao todo, 80% das plantas analisadas tinham genes introduzidos artificialmente. O tamanho da fuga “não tem precedentes”, disse Cynthia Sagers, ecóloga da Universidade que dirigiu o trabalho. Reportagem no El País.

Em 20 anos de cultivos transgênicos – sempre muito regulados – houve alguns casos desse tipo de contaminação no meio ambiente no Reino Unido, Japão e Canadá, mas sempre em pequena quantidade e normalmente próximo de portos ou estradas por onde passaram as sementes modificadas geneticamente. Mas esta é a primeira vez que isso acontece nos Estados Unidos (o principal produtor deste tipo de cultivos, com quase 50% da safra mundial), e sobretudo, de uma forma tão ampla.

A prova definitiva de que este tipo de fuga não é recente é que existem dois tipos de canola transgênica, uma da Monsanto resistente a um herbicida (glifosfato) e outra da Bayer resistente a outro (glufosinato). Mas, além disso, foram encontradas duas plantas com ambos os genes, o que indica que houve tempo para que as plantas dos dois tipos cruzassem.

A descoberta reabriu o debate entre os defensores e os críticos da tecnologia de transgênicos, que é muito criticada na Europa. Para os primeiros, o fato de que estas plantas tenham convivido com as naturais por bastante tempo no meio ambiente e não tenham sido detectadas por produzir algum tipo de efeito no entorno é uma prova de que são cultivos que não apresentam nenhum perigo.

Mas os ecologistas dizem que esta descoberta é uma mostra de que, por mais restrições que se coloquem, não há como evitar que um erro facilite a mistura desses cultivos com os naturais, e sua abundância mostra que elas têm vantagens ao competir com as plantas silvestres. Além disso, afirmam que a canola capaz de sobreviver a dois dos herbicidas mais conhecidos é um risco para outros cultivos.

Fonte: Ambiente Já

terça-feira, março 16, 2010

Batata Mutante da BASF é o Novo Símbolo da Transgenia Alimentar


A Comissão Europeia autorizou o cultivo de batatas geneticamente modificadas da empresa alemã BASF (foto acima). Embora muitos pensem que a Comissão atropelou discussões
sobre o impacto dos alimentos geneticamente modificados na saúde humana. A discussão focada nos alimentos geneticamente modificados voltou a pauta.

Afirmam eles, que nas duas últimas décadas não foram registradas, no mundo todo, doenças ou danos à saúde humana causadas por Organismos Geneticamente Modificados. Os especialistas discordam, os que se opõe avisam que os frutos da engenharia genética são uma bomba-relógio e a humanidade está em risco de buscar para si, consequências imprevisíveis no futuro, quando o pagamento para o descuido da atual geração de terráqueos será cobrado de seus filhos e netos.

Os estusiastas defensores dos organismos mutantes surgem com outra argumentação: "para os Europeus, a transgenia é de grande importância econômica pois possibilita que eles produzam seus próprios frutos e verduras ao longo de todo ano sem a necessidade de importação". Unindo esse argumento com outro igualmente eleitoreiro, o de livrar o mundo da fome, eles conseguem o aval dos governantes. O certo é que não há um consenso sobre este assunto e vai demorar muito até ele existir.

Enquanto isso, a humanidade inteira já consome diariamente grãos, frutas e legumes, bem como óleo refinado, maionese, embutidos, massas, margarinas, chocolates e doces em geral, que contêm subprodutos da soja transgênica. Graças a isso um quarto da industria alimentícia do mundo já funciona a base de organismos genéticamente modificados. Os OGM's já entraram imperceptivelmente em nossas vidas.

domingo, março 14, 2010

Lesma-do-mar-fotossintetizante pode ajudar cientistas a produzirem humanos autotróficos




A fotossíntese é o processo por meio do qual os seres chamados autótrofos ou autotróficos, como vegetais, algumas espécies de microalgas (ex.: diatomáceas e euglenoidinas), cianófitas e diversas espécies de bactérias, produzem o seu próprio alimento. Teoricamente, os outros seres vivos, conhecidos como heterótrofos, não possuem essa mesma capacidade, por não terem desenvolvido esse processo metabólico.

Uma descoberta feita pela pesquisadora da Universidade de Maine (EUA), Mary Rumpho, mostrou a capacidade adaptativa da natureza. Estudando a lesma-do-mar Elysia chlorotica, ela descobriu como essa espécie consegue realizar fotossíntese.

A E.chlorotica é um molusco gastrópode que habita a costa dos E.U.A. e que se alimenta de algas verdes, preferencialmente as da espécie Vaucheria litorea. Um diferencial desse tipo de lesma, em relação aos outros, chamou a atenção da pesquisadora. Após ingerir a alga, ele consegue sobreviver, durante um longo período de tempo, produzindo o seu próprio alimento, através da fotossíntese.

A pesquisadora descobriu que a lesma incorpora, em seu organismo, depois da ingestão, os cloroplastos da alga. À incorporação, que ocorre no epitélio digestivo do molusco, dá-se o nome de kleptoplastia. O cloroplasto, organela que contém clorofila, pigmento responsável pela realização da fotossíntese, pode durar no organismo do animal por até nove meses. De acordo com a cientista, o molusco tem a capacidade de reter, em suas células, os genes responsáveis pela fotossíntese. Dados de experimentos realizados anteriormente mostraram que lesmas alimentadas com V. Litorea, durante duas semanas, sobreviveram até o final da vida sem a necessidade de se alimentar.

O que intrigou os pesquisadores foi o fato de o gene responsável pela fotossíntese continuar funcional dentro da lesma, já que os cloroplastos possuem DNA suficiente para codificar somente 10% das proteínas necessárias para realização do processo fotossintético. O restante do DNA necessário é encontrado no núcleo das células da alga. Diante desse fato, Mary Rumpho levantou duas hipóteses para o fenômeno. Na primeira, ela acredita que os cloroplastos da alga têm a capacidade de reter todo o genoma necessário para a codificação das proteínas requeridas pelo processo de fotossíntese. Já a segunda hipótese, mais aceita, inclusive, seria a de que o molusco forneceria as proteínas que faltam ao genoma do cloroplasto.

A equipe da cientista realizou o seqüenciamento do material genético do cloroplasto, e o resultado mostrou que ele não estava completo para realizar a fotossíntese. Além disso, foi constatado, também, que o gene psbO (oxygenic photosynthesis) foi expresso na lesma-do-mar, integrado as suas células germinativas (sexuais), e que a fonte desse gene é a alga ingerida pelo molusco.

Apesar de os pesquisadores terem demonstrado que há a retenção e a incorporação do genoma da alga Vaucheria litorea, nas células da lesma-do-mar Elysia chlorotica, eles ainda não compreendem como o gene responsável pela fotossíntese pode manter-se funcional. Segundo revelou Greg Hurst, da Universidade de Liverpool, Reino Unido, ao site Checkbiotech, a transferência de DNA entre espécies não é uma novidade, porém o que intriga os pesquisadores é o fato de o material genético continuar funcionando dentro do animal que o adquiriu.

Esse estudo pode ajudar os cientistas a compreenderem como ocorre a adaptação do organismo da lesma ao genoma adquirido, de forma a mantê-lo funcional, o que constitui uma vantagem adaptativa para o animal. Esse fenômeno é chamado de transferência horizontal. No futuro, cientistas acreditam que seja possível injetar genes semelhantes em seres humanos que passariam a produzir seu próprio alimento.