MUNDO EM COLAPSO

Ciência, Sociedade, Tecnologia e Entretenimento.

O POVO BRASILEIRO PRECISA ENTENDER QUE TUDO VAI MUDAR!

Você sabe disso, é capaz de sentir as mudanças no ar, não conseguiram te hipnotizar...

Há muitas verdades sendo omitidas pela mídia em geral...

Verdades das quais sua vida muitas vezes depende...

E outras que você não faz a mínima questão de saber.

Isso leva a se sentir como um peixe fora d'água ou coisa mais esquisita, não leva?

A boa notícia é que você não é uma pessoa louca, nem é a única a pensar assim...

A má notícia é que você é minoria e a maioria acha que o seu problema é loucura... se você não liga a mínima, o MUNDO EM COLAPSO também não... Sinta-se em casa!

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domingo, agosto 01, 2010

Anticorpos de plástico são testados contra o veneno das abelhas

Moléculas de plástico desenvolvidas para imitar os anticorpos e injetadas no corpo de animais vivos por pesquisadores tiveram os primeiros resultados registrados. Os cientistas afirmam que os testes são importantes para o desenvolvimento dessas partículas criadas para atacar vírus e outros micro-organismos. As informações são do Live Science.

Os primeiros testes tentaram neutralizar a melitina, uma toxina presente no veneno de abelhas. De acordo com os pesquisadores, quando em contato com a melitina e acionados por uma reação química, os anticorpos de plástico são capazes de formar longas cadeias e impedir a ação do veneno no organismo.

Ainda segundo os cientistas, uma boa parte de camundongos que tiveram injetadas doses mortais de melitina se recuperaram imediatamente após o uso das nanopartículas. O resultado, afirmam os pesquisadores, é o primeiro a demonstrar o funcionamento dos anticorpos de plástico na corrente sanguínea.

“Isso abre a porta para sérias considerações sobre essas nanopartículas em aplicações nas quais são utilizadas anticorpos”, diz Kenneth Shea, cientista da Universidade da Califórnia. (Fonte: JB Online)

A Maconha é a porta de saída para outras drogas?

por Marcos Rolim - marcos@rolim. com.br

A epidemia de crack é um dos fenômenos mais sérios na interface entre saúde pública e segurança. O que a faz particularmente grave é a reconhecida dificuldade de superar a dependência química. Pois bem, a Universidade Federal de São Paulo realizou pesquisa com 50 dependentes químicos de crack que foram submetidos a um tratamento experimental de redução de danos. Sob a coordenação do psiquiatra Dartiu Xavier, o grupo foi tratado com maconha. Daquele total, 68% trocou o crack pela maconha. Ao final de três anos, todos os que fizeram a troca não usavam mais qualquer droga (nem o crack, nem a maconha). Anotem aí: todos.

Imaginei que, com a divulgação destes resultados por Gilberto Dimenstein, na Folha de S. Paulo em 24 de maio, haveria grande interesse sobre o estudo. Nada. A resposta ao mais impressionante resultado de superação da dependência de crack no Brasil foi o silêncio. O uso medicinal da maconha tem sido admitido em dezenas de países, inclusive nos EUA. Por aqui, o tema segue interditado pela irracionalidade. É evidente que o consumo de maconha pode produzir efeitos danosos. Sabe-se que o abuso pode conduzir o usuário a problemas de concentração e memória e que em determinadas pessoas o uso está correlacionado à precipitação de surtos esquizofrênicos. Daí a criminalizar seu consumo e impedir experiências destinadas ao uso medicinal vai uma distância que tende a ser percorrida pela intolerância e pelo obscurantismo.

O psicofarmacologista Eduardo Carlini sustenta que o princípio ativo da maconha pode ser útil no combate à depressão e ao estresse. O mesmo tem sido dito por cientistas quanto ao tratamento do glaucoma, da rigidez muscular causado pela esclerose múltipla, ou como apoio aos pacientes com Aids, aos que sofrem do mal de Parkinson e aos que se submetem à quimioterapia em casos de câncer. Estudo da USP com pacientes que ingeriram cápsulas de canabidiol, um dos compostos encontrados na erva, demonstrou resultados positivos no tratamento da fobia social e na redução da ansiedade.

As oportunidades abertas por estudos do tipo, entretanto, assim como a necessária pesquisa, estão impugnadas no Brasil por um discurso preconceituoso e por uma legislação ineficiente e estúpida. Seguimos repetindo que a maconha é “a porta de entrada” para o consumo de drogas mais pesadas, o que pode traduzir tão-somente uma “falácia ecológica” (quando se deduz erroneamente a partir de características agregadas de um grupo), vez que o universo de consumidores de maconha é muitas vezes superior ao grupo dos dependentes de drogas pesadas que se iniciaram pela cannabis. Em outras palavras: é possível que a maconha seja mais amplamente uma opção alternativa às drogas pesadas e não uma droga de passagem. Independentemente disto, é possível que a maconha seja uma porta de saída para a dependência química por drogas pesadas. O que, se confirmado, será uma ótima notícia.

segunda-feira, julho 05, 2010

Teste Genético de Longevidade está perto de ser concluído

Thomas Perls não tem dúvidas: mal as empresas vejam o que descobriram, demorará pouco tempo até que um teste chegue ao mercado, diz ao i. O investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston é um dos co-autores de um estudo onde são revelados marcadores genéticos associados à longevidade, com uma eficácia de 77% na previsão de quem pode viver além dos 100 anos confirmada numa população de mais de mil centenários.

O trabalho foi publicado ontem na edição online da revista científica "Science" e, além do modelo que permitirá prever quem pode viver para lá dos 100 anos, apresenta também diferentes perfis de centenários que, baseados na genética, poderão revelar uma maior ou menor susceptibilidade a doenças relacionadas com a idade.

Os cientistas partiram do principio que, no que diz respeito a atingir a esperança média de vida nos países desenvolvidos - que actualmente varia entre os 80 e os 85 anos e, em Portugal, fixa-se nos 78,8 anos para ambos os sexos - a genética tem um peso entre 20% e 30%. Já, para quem vive 10 a 30 anos para lá dessa barreira simbólica, estima-se que o peso seja maior, embora ainda não haja dados concretos. Neste novo estudo, a equipa norte-americana foi à procura das marcas genéticas por detrás daquilo que designam por "longevidade excepcional", para tentar desenhar um modelo preditivo.

Nos últimos dois anos, o trabalho destes cientistas passou para um estudo de associação genómica em que participaram 1055 centenários e 1267 indivíduos de controlo, não necessariamente ligados a famílias, em que as gerações anteriores tivessem vivido para lá dos 100 anos. O objectivo desde tipo de análise é comparar os marcadores genéticos de pessoas com uma mesma condição ou sintoma - neste caso a longevidade - e perceber os pontos em comum no ADN.

Os resultados satisfizeram os cientistas: a amostra permitiu construir um modelo genético de 150 marcadores de variações no ADN (polimorfismos de nucleótido simples - SNP), que são consistentes com uma "longevidade excepcional" e, segundo o estudo, permitirão revelar um potencial centenário com um rigor de 77%, ou seja, poderão "determinar com sucesso 77 casos em 100", explica Perls. Outra análise permitiu distribuir 90% dos centenários estudados em 19 grupos com diferentes "assinaturas genéticas" - combinações de variações - que sugerem diferentes tipos de perfil de centenário, por exemplo em relação à prevalência e início de aparecimento de doenças associada à idade como demência, hipertensão e problemas cardiovasculares. Também estes resultados poderão ser usados em futuros testes preditivos. Durante o trabalho, e com a população de controlo, foi possível perceber que 15% tem potencial para chegar aos 100 anos, embora os cientistas admitam que a previsão ainda não é perfeita, nem pode ser extrapolada.

"Precisamos de continuar a trabalhar na identificação destes marcadores, para perceber que genes e caminhos biológicos estão envolvidos", diz Perls. Quanto à hipótese de estes testes se tornarem de facto uma realidade - algo que acredita que pode acontecer "muito em breve" -, defende que é preciso haver algum debate sobre o "uso que se poderá dar a esta informação." Ainda assim, fala-se de na possibilidade de disponibilizar uma ferramenta online para as pessoas poderem perceber se encaixam no perfil de centenário.

http://www.ionline.pt/conteudo/67412-quer-saber-se-vai-viver-la-dos-100-anos-ha-um-teste-genetico-caminho

Sensações de tato comprovadamente influenciam nas nossas decisões diárias

Sensações táteis podem influenciar julgamentos que as pessoas fazem no dia a dia, segundo pesquisa publicada na revista "Science".

Joshua Ackerman, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, a sua equipe conduziram seis testes em pessoas recrutadas nas ruas para averiguar se tocar objetos poderia afetar seus julgamentos e tomadas de decisão.

Em um teste, os pesquisadores pediram a pedestres para julgar um candidato a emprego olhando apenas para seu currículo.

Metade dos participantes recebeu o currículo em uma prancheta pesada, e os outros, em uma prancheta leve. A seguir, os pesquisadores pediram aos voluntários para julgar, em uma escala de 1 a 9, quão sério o candidato ao emprego parecia com base no currículo.

Os participantes que seguravam a prancheta mais pesada julgaram o candidato mais sério comparado com os julgamentos do grupo segurando a prancheta leve.

Em outro teste, um grupo de voluntários sentou-se em um banco duro, e o outro grupo sentou-se em um banco macio. O primeiro grupo mostrou-se menos disposto a alterar o preço em um compra fictícia de carro quando comparado ao segundo grupo.

Os autores sugerem que o uso de conceitos táteis em metáforas que se relacionam a comportamentos, como "ser uma presença pesada no ambiente" ou "ser muito duro", podem influenciar os julgamentos. Certas texturas podem aumentar a ligação entre metáforas linguísticas e comportamento.

sábado, julho 03, 2010

Camundongos e Lumbrigas são fontes de morfina

A morfina é um dos mais antigos constituintes químicos vegetais que se conhece. É obtida do ópio, que por sua vez é preparado a partir do látex da papoula (Papaver somniferum). A morfina foi pela primeira vez isolada como substância química em 1804, e já em 1817 começou a ser comercializada como analgésico (para suprimir a dor). Porém, a estrutura química da morfina só foi estabelecida em 1925.

A heroína, considerada uma das drogas mais “pesadas” que se conhece, é a diacetilmorfina, um produto sintético preparado a partir da morfina. A heroína vicia em doses extremamente baixas. A morfina também causa dependência química, e por isso só é utilizada no tratamento de doentes terminais de câncer, que podem sofrer de muitas dores.

Pois bem, até recentemente se achava que a morfina e seus derivados (como a codeína) só eram encontrados em plantas. Porém, pesquisadores dos EUA e da Alemanha descobriram que camundongos produzem sua própria morfina. Os pesquisadores prepararam a tetrahidropapaverolina marcada com deutério (um dos isótopos do hidrogênio, de 2 unidades de massa atômica), e forneceram esta substância a camundongos. Depois de algum tempo, fizeram a análise da urina dos camundongos e detectaram morfina “marcada” com deutério. Ou seja, desta forma os autores indicaram que os camundongos provavelmente biossintetizam morfina, de maneira muito parecida como esta é produzida em plantas.

http://quiprona.wordpress.com/2010/05/06/camundongos-produzem-morfina/

Talvez agora você pense em assar alguns comundongos para ficar chapado, mas existe outra solução mais simples. Existe um tipo de lumbriga do intestino dos porcos (Ascaris Suum)que produz morfina, você pode colocár as lumbrigas na linguiça de porco ou achar mais interessante ingerir seus ovos, fazendo com que seu intestino passe a absorver morfina gratuitamente, mas se apresse, logo alguém vai industrializar e vender a lumbriguinha Ascaris suum em farmácias que vão exigir receita!

Vermes parasitas combatem as nossas alergias e são nossos amigos

Para a coleção de males que vem para o bem: pesquisas recentes em humanos e animais indicam que a presença de vermes parasitas e microorganismos pode estar relacionada a menor incidência de uma série de doenças inflamatórias, como asma, alergia, diabetes do tipo 1 e – pasmem – até esclerose múltipla. Claro que não é por isso que você vai considerar a possibilidade de criar uma solitária como bichinho de estimação, mas a esperança é que a descoberta ajude os cientistas a replicar esses efeitos com tratamentos.

“Nós podemos tratar as pessoas com vermes, ou podemos descobrir como os vermes as protegem e encontrar uma nova maneira de tratar alergias, imitando o que eles fazem”, diz Ed Mitre, um médico e cientista da Uniformed Services University de Maryland, à Technology Review. “Creio que deveríamos tentar induzir os tipos de respostas imunes que vemos nas infecções crônicas de vermes”.

O aumento das alergias nos países ricos durante as últimas décadas foi acompanhado por um decréscimo de infecções por vermes parasitas. “Quando você tem organismos que viveram juntos por centenas de milhares de anos, eles se tornam mutualistas em vez de combativos”, diz Joel Weinstock, um médico e cientista da Universidade Tufts, em Boston. “Eventualmente, nós nos tornamos dependentes de helmintos [vermes parasitas] e nos tornamos vulneráveis a doenças imunológicas”.

Como os vermes parasitas nos protegem? Quando o corpo está infectado por vermes, ele tem uma resposta alérgica chamada TH2, que eleva os níveis de um anticorpo chamado imunoglobulina IgE. Esse anticorpo é o que ativa os sintomas alérgicos no organismo. Mas quando estão no corpo, os parasitas eliminam uma proteína que bloqueia os efeitos do IgE. “Achamos que esta é uma tática de invasão imune do verme”, diz a imunologista da Universidade de Boston Lisa Ganley-Leal, que coordenou a pesquisa. “Ao bloquear a reação do IgE, acreditamos que o verme esteja se protegendo- e parece que também acaba protegendo ao hospedeiro”.

Fonte: Revista Galileu

terça-feira, junho 29, 2010

Os vícios por gordura e cocaína atuam de forma semelhante no organismo




O mecanismo molecular responsável pelo vício em drogas pesadas - como cocaína e heroína, por exemplo - é semelhante ao que leva à compulsão por comidas gordurosas e calóricas. O estudo realizado em camundongos mostra que a compulsão por esse tipo de alimento coincide com a deterioração progressiva do equilíbrio químico em circuitos de recompensa do cérebro e comprova que a ingestão contínua de alimentos gordurosos causa mudanças neuroquímicas semelhantes às encontradas em dependentes químicos, sendo muito difícil de ser combatida. Os resultados são do artigo publicado recentemente na Nature Neuroscience coordenado por Paul Kenny do Instituto de Pesquisa Scripps, na Flórida (Estados Unidos).



Embora realizado em modelos animais, o estudo fornece uma explicação científica para algo que é verificado na prática por pacientes obesos há muito tempo: assim como ocorre com a dependência em outras substâncias, controlar o vício por comida não saudável é algo extremamente difícil. Os resultados mostraram que as partes do cérebro que lidam com o prazer, além de superestimuladas, deterioraram-se gradualmente à medida que o consumo dos alimentos gordurosos aumentaram. Essas regiões passaram a responder cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, perdendo o controle da fome.



Os animais foram submetidos a uma dieta modelada a partir do típico cardápio que contribui para a obesidade humana – com calorias de fácil obtenção e alta gordura – como crostas de açúcar, salsichas, bacon e cheese-cakes. Logo após o início dos experimentos, os animais começaram a comer em grande quantidade e ingeriram o dobro das calorias dos ratos do grupo de controle. Quando a dieta foi substituída por outra, mais balanceada, eles simplesmente se recusaram a comer. Os animais que apresentaram um colapso nos circuitos cerebrais de recompensa foram justamente aqueles que mudaram a dieta mais profundamente, buscando a comida mais saborosa e menos saudável. Esses mesmos animais também foram os que se mantiveram comendo, mesmo quando levavam choques elétricos.



Depois de mostrar que os ratos obesos tinham em relação à comida um comportamento semelhante ao do vício em drogas, Kenny e sua equipe investigaram o mecanismo molecular subjacente que explica a modificação. Eles se concentraram em um receptor específico no cérebro, conhecido por ter um importante papel na vulnerabilidade à dependência química e à obesidade – o receptor de dopamina D2. O estudo mostra que os ratos com comportamento compulsivo tinham menos receptores de dopamina D2 no cérebro. Uma quantidade baixa desses receptores, nos humanos, está associada a uma propensão maior ao vício e à obesidade.



O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas. Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Isso leva eventualmente a mudanças físicas na maneira como o cérebro responde à droga. O estudo verificou que um processo semelhante também acontece com dietas gordurosas.



Esses resultados comprovam o que os especialistas desconfiavam há muito tempo. Ingerir dietas hipercalóricas em grandes quantidades modifica o sistema de recompensas do cérebro e estimula a compulsão. O consumo exagerado deste tipo de comida é um gatilho para uma resposta neuroadaptativa, semelhante ao vício, nos circuitos de recompensa do cérebro, o que leva ao desenvolvimento da obesidade e à dependência de drogas, e pode levar a um quadro irreversível.


(Repassado por Manuel Loncan)

sexta-feira, junho 11, 2010

Novo tabaco transgênico produz colágeno humano

Um cientista da Universidade Hebraica de Jerusalém, Robert H. Smith, da Faculdade de Agricultura, Alimentação e Ambiente, tem conseguido produzir réplicas do colágeno humano a partir de plantas do tabaco - uma conquista com enormes implicações comerciais para utilização em uma variedade de procedimentos médicos humanos.

Naturalmente produzido no corpo humano, o colágeno tipo 1 é a proteína mais abundante no corpo humano e é a principal proteína encontrada em todos os tecidos conjuntivos. Produzido comercialmente colágeno (pró-colágeno) é usado em implantes cirúrgicos e dispositivos de cura para muitas feridas na medicina regenerativa. O mercado atual de colágeno para fins médicos ultrapassa 30 bilhões de dólares anuais em todo o mundo.

Atualmente, o colágeno comercial é produzido a partir de animais como vacas e porcos, bem como é extraido de cadáveres humanos. Estes materiais são propensos a abrigar agentes patogênicos como vírus e príons. Além disso, cadáveres humano liberados para o uso são escassos já que se esbarram em questões judiciais e éticas.

Produzir colágeno humano requer a expressão coordenada de cinco genes diferentes. O laboratório Israelense relatou sucesso na co-expressão de todos os cinco genes essenciais em plantas transgênicas de tabaco para a produção de processados pró-colágeno. A invenção foi patenteada e as descobertas científicas por trás dela foram publicadas recentemente na revista Biomacromolecules.

quarta-feira, junho 09, 2010

Aumenta a credibilidade da hipnose no tratamento de vícios e da obesidade

Após ser vista com desconfiança, a hipnose vem ganhando cada vez mais espaço na sociedade. Hoje, o processo é usado com os mais diversos objetivos, como meio para atingir metas, maximização da criatividade, contribuição para alívio de dores e até no combate a vícios.

“A hipnose amplia as possibilidades humanas. Sabe-se que, quando estados psicológicos e fisiológicos são alterados, quebram-se padrões pessoais rotineiros. Assim, pode-se explorar outros recursos graças ao relaxamento da musculatura e controle da ansiedade”, explica André Percia, presidente da Sociedade Latino Americana de Programação Neurolinguística (SLAPNL).

De acordo com o especialista, a hipnose hoje é aplicada em terapia, tratamentos médicos, processos de auto-gerenciamento, auto-ajuda, para o alcance de metas e objetivos pessoais/profissionais, entre muitos outros.

“Há diversos estudos que relacionam a prática de estados de consciência alterada com melhora de quadros médicos e psicológicos e ainda na performance esportiva. Também existem casos de aplicação em consultórios odontológicos com pessoas que têm pavor do motorzinho ou de injeções de anestesia”, completa o presidente da SLAPNL.

Como na hipnose podem-se reviver momentos passados, é possível usar o processo para trabalhar aspectos relacionados às origens e processos envolvendo alcoolismo, vício de drogas e também obesidade. “A partir daí cria-se um plano de ação, tendo como sugestão a implantação de padrões de vida mais saudáveis”, diz André Percia.

A Sociedade Latino Americana de Programação Neurolinguística (SLAPNL) nasceu com o objetivo de auxiliar pessoas. Entre inúmeras atuações, a PNL, através de suas técnicas e ferramentas, trabalha para curar fobias, traumas, depressão, distúrbios sexuais, dificuldade de aprendizado, falta de motivação e baixa autoestima.

Com uma equipe altamente qualificada e especializada, com anos de experiência na área, a entidade realiza cursos para aqueles que buscam a compreensão deste fascinante mundo da PNL e também para os que pretender atuar como consultor.

A SLAPNL é presidida por André Percia, Practitioner, Master e Trainer Internacional em Programação Neurolinguística. Ele também é coach, psicólogo clínico, hipnoterapeuta e autor de livros sobre Psicologia, PNL, Parapsicologia e Psicologia Esportiva, entre outros.

terça-feira, junho 01, 2010

O arsênico pode ser usado no tratamento da leucemia

Cientistas chineses do laboratório estatal de genética de Xangai comprovaram os benefícios do arsênico no tratamento da leucemia. "A substância tóxica para o ser humano, demonstrou utilidade para eliminar do organismo determinadas proteínas que ajudam a manter o câncer vivo", explicou o chefe da equipa de pesquisa, Zhang Xiaowei.

Zhang afirmou que o uso de arsênico causa ao doente menos efeitos colaterais do que a quimioterapia, que causa perda de cabelo e a alteração das funções da medula espinhal. O médico destacou que sua equipa continua a estudar os efeitos do arsénio no campo oncológico, especialmente com o objetivo de utilizá-lo na luta contra outros tipos de câncer.

O arsênico é visto como veneno no ocidente em geral, mas na China, há mais de dois mil anos esta substância é um ingrediente comum da medicina. O uso arsênico no tratamento da leucemia começou em centros médicos chineses no ano de 1992, mas a equipe de Xangai foi a primeira a demonstrar cientificamente a eficiência desta prática.

sábado, maio 29, 2010

Margarinas e manteigas não causam risco ao coração se usadas moderadamente

Consumir manteiga ou margarina em quantidades moderadas não aumenta o risco de ter doenças cardiovasculares. É o que mostra uma pesquisa da USP feita com pessoas que tinham síndrome metabólica, doença que atinge 30% dos brasileiros e aumenta em cinco vezes a chance de sofrer derrames e ataques cardíacos.

O estudo, feito durante o doutorado da nutricionista Ana Carolina Gagliardi no Instituto do Coração (InCor), foi o primeiro no Brasil a estudar se manteiga ou margarina pioram o risco de doenças cardiovasculares. " No Brasil, mais de 50% da população tem o hábito de consumir manteiga ou margarina todos os dias" , explica Ana Carolina.

Em seu estudo, a nutricionista solicitou que 66 voluntários deixassem de consumir as manteigas ou margarinas que estavam acostumados. Em seguida, os dividiu em quatro grupos e pediu para que consumissem, diariamente, as quantidades recomendadas por ela. Um dos grupos passou a consumir 15 gramas (g) de manteiga por dia; um segundo grupo consumiu 18 g de margarina com gorduras trans; outro grupo de voluntários, 36 g de margarina sem gorduras trans; e outro, 30 g de margarina com fitoesterol, substância que reduz a quantidade de colesterol ruim do sangue. Cada uma dessas quantidades de manteiga ou margarina traz 12 g de gordura. Para efeito de comparação, uma colher de sopa de margarina cheia pesa 15 g.

Durante a pesquisa, nenhum dos voluntários mudou a dieta. Eles relataram ingerir poucas calorias (1.500 por dia), com mais gordura saturada e menos fibra que o recomendado.

Depois de 35 dias, a quantidade de proteínas que indica o risco de infarto permaneceu igual no sangue dos voluntários. O tempo para a mudança de dieta influenciar na quantidade dessas moléculas é de 28 dias. O colesterol ruim, chamado de LDL, também não aumentou no sangue. Apenas a margarina com fitoesterol ajudou a reduzir os níveis de colesterol ruim do sangue. O peso também não variou durante esse período.

Quem tem síndrome metabólica sofre pelo menos de três dos seguintes sintomas: obesidade na barriga, pressão alta, níveis baixos de bom colesterol (HDL) e altos níveis de glicose e gordura no sangue.

Ana Carolina explica que são necessários mais estudos para saber se o risco de doenças do coração também permanece inalterado em pessoas saudáveis. Como a quantidade de gordura não afetou os pacientes que tinham maior propensão a doenças cardiovasculares, o mesmo deve acontecer com pessoas saudáveis.

A pesquisadora explica que, desde que não exagere, a pessoa pode consumir manteiga ou margarina sem culpa. " As gorduras são calóricas, mas se a pessoa diminuir um pouco a quantidade de fritura, por exemplo, pode comer. Até mesmo quem deseja perder peso" .

O doutorado de Ana Carolina foi defendido no Laboratório de Lípides do InCor, que pertence ao Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A pesquisa foi orientada pelo cardiologista Raul Dias Santos Filho. Colaboraram no trabalho os pesquisadores Raul Maranhão, Eraldo Souza, da FMUSP, Jorge Mancini da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e Ernest Schaefer da Universidade de Tuft, nos EUA.

http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/5048/saude-publica/consumo-de-manteiga-ou-margarina-nao-aumenta-risco-de-doenca-cardiovascular

Obesidade pode estar relacionada a doenças mentais como o Mal de Alzheimer


Pessoas que acumulam gordura na região do abdômen tendem a desenvolver doenças mentais, sugere um novo estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. A pesquisa americana analisou cerca de 700 adultos e mostrou que a obesidade está associada ao menor volume do cérebro, um fator importante para o desenvolvimento de demências.

Segundo o periódico Annals of Neurology, onde a pesquisa foi publicada, pessoas com níveis elevados de tecido visceral - gordura que se acumula ao redor dos órgãos - são mais propensas a serem diagnosticadas com doenças como o Alzheimer. A análise americana foi realizada em voluntários com, aproximadamente, 60 anos, dos quais 70% eram mulheres.

Os especialistas mediram o índice de massa corporal, a circunferência da cintura e realizaram exames de ressonância magnética nos voluntários. O objetivo dos médicos era medir a quantidade de gordura abdominal presente no organismo das pessoas envolvidas no estudo.

As conclusões da pesquisa mostraram que quanto maior o IMC (índice de massa corporal), menor o volume cerebral. Para os cientistas, esse fator é o principal responsável pela conexão próxima entre a gordura abdominal e os riscos de demência.

Claro que esta pesquisa está longe de ser definitiva, são precisos mais estudos para provar alguma ligação concreta entre a pança e o alzheimer, mas serve de alerta pra quem não cuida da boa forma e não calcula seu IMC.

Para calcular é simples usando a fórmula abaixo:

IMC = Peso (Kg) / Altura ² (m)

Por exemplo, se você pesa 80kg e tem 1,80 metros de altura faça o cálculo

IMC= 80 / 1,80² >>>>> IMC = 80 / 3,24 = 24,69

Agora com compare o seu IMC com a tabela e descubra se está precisando se cuidar:

TABELA:
Abaixo de 18,5

Magreza Excessiva
Entre 18,5 e 24,9Peso normal
Entre 25,0 e 29,9Sobrepeso
Entre 30,0 e 34,9Obesidade grau I
Entre 35,0 e 39,9Obesidade grau II
40,0 e acimaObesidade grau III

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/barriga-chopp-pode-estar-relacionada-ao-alzheimer-561605.shtml

quinta-feira, maio 27, 2010

Foi comprovado que hormônios masculinos regulam a fertilidade dos ovários

A presença e a atividade dos hormônios sexuais masculinos, tais como a testosterona, nos ovários, ajuda a regular a fertilidade feminina, provavelmente isso aconteça através do controle de crescimento e desenvolvimento dos folículos, evitando a deterioração dos que contenham óvulos em amadurecimento.

O novo estudo destaca o fato de que as mulheres precisam de determinados níveis de hormônios masculinos, para seus corpos funcionarem normalmente. Publicado esta semana na revista Molecular Endocrinology, ele aponta para níveis de androgênios irregulares nos ovários de camundongos fêmeas, como uma das principais causas de infertilidade desta espécie. Compreender como influenciar a ovulação com hormônios masculinos em camundongos pode dar pistas sobre como melhor regular os andrógenos e combater a infertilidade na espécie humana.

"A necessidade de certos níveis de hormônios masculinos no corpo da mulher e da influência destes hormônios na fertilidade, têm muitas vezes sido subestimadas", disse Stephen Hammes, PhD, em Medicina (Endocrinologia e Metabolismo) da Universidade Rochester Medical Center e principal autor do estudo. "Nossas descobertas abrem uma nova linha de investigação sobre como podemos regular os hormônios sexuais masculinos nas mulheres, mais especificamente nos ovários, tudo para melhorar a fertilidade", disse Aritro Sen, outro PhD envolvido na pesquisa.

terça-feira, maio 25, 2010

Sexo faz bem para o coração mesmo após ataque cardíaco

A maioria dos sobreviventes de ataque cardíaco evita o sexo porque teme que isto provocará um outro ataque. Mas um novo estudo sugere que o sexo é bom para o coração, mesmo após um ataque cardíaco. Os investigadores dizem que é um mito de que sexo é uma atividade perigosa para pacientes cardíacos. "A probabilidade de morrer durante a relação sexual, mesmo entre pessoas que tiverem um ataque cardíaco, é realmente pequena," Diz Stacy Lindau, da Universidade de Chicago, na Live Science.

Os investigadores relataram no fórum da American Heart Association que muitas pessoas se tornam abstinentes inutilmente após sobreviver a um ataque cardíaco. Um terço dos homens e 60 por cento das mulheres se abstiveram do sexo durante um ano após o ataque cardíaco. Os filmes pornográficos muitas vezes tornam o sexo palpitante. Mas na vida real, há pouca necessidade de tais preocupações, a maioria dos médicos consideram o sexo seguro, desde que o paciente esteja apto para praticar atividades físicas moderadas.

No estudo de 1760 pacientes com ataque agudo do coração, menos de metade quis receber informações sobre sexo. As mulheres, em particular, não eram suscetíveis a conselhos sobre quando e de que forma retomar as relações sexuais. "O objetivo é restaurar a saúde da população total. Não só através da minimização do risco de ataque cardíaco próximo, mas também através da maximização da qualidade de vida", disse um investigado.

domingo, maio 16, 2010

Bebidas gaseificadas podem causar envelhecimento precoce

As bebidas gaseificadas podem contribuir para o envelhecimento precoce, revela um estudo publicado na Revista da Federação de Sociedades Americanas para a Biologia Experimental. Os investigadores concluíram que o fosfato usado para criar as bolhinhas nas bebidas (em reação com o dióxido de carbono), também presente em carnes processadas, queijos e pão para realçar e conservar o sabor, contribui não só para o envelhecimento da pele, mas também para o aparecimento de doenças renais e problemas cardiovasculares associados à velhice.

"Os seres humanos precisam de uma dieta saudável e controlar as doses de fosfatos que ingerimos conta muito para uma vida longa e saudável", explicou Mohammed Razzaque, do Departamento de Medicina, Infecção e Imunidade na Escola de Medicina Dentária de Harvard.

A experiência levada a cabo com três grupos de ratinhos serviu para comprovar a toxicidade dos altos níveis de fosfato no organismo daqueles animais, efeito que segundo os investigadores, tem paralelo em outros mamíferos, incluindo o homem.

"As bebidas gaseificadas, especialmente as que incluem cafeína na sua composição, são das mais ingeridas em todo o mundo", realçou Gerald Weissmann, editor da revista científica que publicou o estudo, ao "Telegraph". "Com esta pesquisa, descobrimos que níveis equilibrados de fosfatos são fundamentais para um processo de envelhecimento saudável. Há que manter esse equilíbrio", conclui.

terça-feira, maio 11, 2010

O aumento da infertilidade masculina pode nos levar a extinção

Um em cada cinco homens sofre de problemas com a fertilidade. E os cientistas alertaram que isso só vai piorar. Há uma crise, mas não tem nada a ver com o déficit econômico ou a incerteza política atual. Os cientistas alertam que níveis crescentes de infertilidade masculina tem se tornado tão perigosos que já são um grave "problema de saúde pública", alguns vão mais longe.

O professor Niels Skakkebæk, da Universidade de Copenhagen, descreve o problema como sendo tão importante quanto o aquecimento global. Na semana passada, um escritor sugeriu, em termos rigidamente aterrorizantes, que se os cientistas de outro planeta forem estudar o sistema reprodutivo masculino, eles concluirão que o homem está destinado a ter uma extinção rápida. O fato que é se a tendência do aumento da infertilidade continuar os homens estão a caminho de tornarem completamente estéreis dentro de algumas gerações.

Relatórios afirmam que um em cada cinco homens jovens saudáveis com idades entre 18 e 25 produzem espermatozóides anormais. Isso significa que 5 a 15 por cento do seu esperma é bom o suficiente para ser classificado como 'normal' nas regras da organização Mundial de Saúde - provando que a infertilidade não é apenas um problema feminino.

De fato, 40% dos casais que sofrem com infertilidade e procuram tratamento, possuem seu problema no homem e não na mulher. Os culpados por este fato ainda são obscuros, muitos são os acusados sendo que o Bisfenol, substância que é liberada pelos plásticos quando aquecidos é o campeão de indicações. Pouco está se fazendo para combater este problema, teríamos desistido?

segunda-feira, maio 10, 2010

Cogumelos, Ecstasy e LSD são testados na psicoterapia

Nicky Edlich, de 67 anos, engoliu uma grande pílula branca e viu o mundo se transformar em um domo de jóias. O domo então se abriu, dando entrada a "esta luminescência incrível, que fez tudo ficar ainda mais bonito". Lágrimas escorreram por seu rosto enquanto ela via "como o mundo pode ser bonito". Esta foi sua primeira "viagem" psicodélica, que ela diz ter sido de grande ajuda no tratamento psicoterapêutico para a ansiedade causada pelo câncer de ovário em estágio avançado.

Para os cientistas envolvidos na pesquisa, foi mais um pequeno passo no caminho de mostrar que as drogas alucinógenas, famosas e condenadas nos anos 60, poderão um dia ajudar médicos a tratar condições como ansiedade e estresse pós-traumático.

O estudo da Universidade de Nova York do qual Nicky tomou parte é um dos poucos em andamento no mundo com drogas como LSD, MDMA (ecstasy) e psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos alucinógenos. O trabalho segue em linhas de pesquisa sufocadas há anos pela guerra às drogas. A pesquisa ainda é preliminar, mas está acontecendo.

"Agora existem mais pesquisas psicodélicas em andamento no mundo do que em qualquer momento dos últimos 40 anos", disse Rick Doblin, diretor-executivo da Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos, que financia alguns dos trabalhos. "Estamos no fim do começo de um renascimento".

Ele disse que mais de 1.200 pessoas participaram de uma conferência na Califórnia sobre ciência psicodélica. Mas fazer a pesquisa não é fácil, disse ele, com o financiamento público escasso e as indústrias desinteressadas em substâncias que não podem ser patenteadas.

O estudo da Universidade de Nova York está testando se a droga pode ajudar nos nove meses de psicoterapia concedidos a cada paciente. A terapia busca ajudar os pacientes a desfrutar melhor do tempo de vida que lhes resta.

domingo, abril 25, 2010

Estudo diz que a maconha pode prevenir a osteoporose

Alguns investigadores que estudam os efeitos da maconha sobre os ossos verificaram que seu impacto varia drasticamente com a idade. O estudo constatou que, embora a droga possa reduzir a força dos ossos dos jovens, ela pode proteger contra a osteoporose, que é o enfraquecimento dos ossos, nos indivíduos mais velhos.

A pesquisa foi feita por uma equipe da Universidade de Edimburgo, que comparou os efeitos da droga em ratos. A osteoporose afeta cerca de 30% das mulheres e cerca de 12% dos homens em algum momento de suas vidas. O grupo descobriu que a maconha pode ativar uma molécula encontrada naturalmente no corpo que está relacionada a osteoporose. No entanto, até agora, não estava claro se a droga tinha um efeito positivo ou negativo.

Financiados pela Arthritis Research Campaign, eles fizeram a investigação usando camundongos que não tinham o receptor CB1 (a tal molécula). Sendo assim, utilizaram compostos semelhantes aos da cannabis, que ativaram receptores semelhantes ao CB1, nos ratos. Eles descobriram que o compostos aumentou a taxa de osteoporose nos ratos jovens, mas diminuiu nos ratos velhos impedindo o acúmulo de gordura nos ossos.

Stuart Ralston, Professor de Reumatologia da Universidade de Edimburgo, que conduziu o estudo, disse: "Este é um passo interessante, mas devemos reconhecer que estes são resultados preliminares e mais testes são necessários sobre os efeitos da cannabis em seres humanos para determinar como os efeitos diferem com a idade das pessoas.

"Pretendemos realizar mais testes em breve e esperamos que os resultados ajudem a fornecer novos tratamentos que irão ser de grande valor na luta contra a osteoporose." Os resultados estão publicados na "Cell Metabolism".

quarta-feira, abril 21, 2010

Danone esconde o jogo sobre o iogurte Activia™

O Estado de São Paulo publicou: "A empresa Danone retirou os dossiês sobre seus iogurtes Activia e Actimel de uma avaliação da União Europeia sobre alimentos que alegam benefícios para a saúde, afirmando que não estão claros os critérios da revisão. Os iogurtes prometem benefícios para a flora intestinal por meio de probióticos. A agência que realiza o trabalho europeu, porém, já afirmou que não está convencida da ação dos probióticos. A Danone destacou que os iogurtes estão regulamentados como alimentos funcionais no Brasil".

Isso significa que a Danone encomendou pesquisas e os caras que foram pagos pela Danone para pesquisar não se convenceram da eficiência do produto. O iogurte Activia™, como a propaganda massificou é o único com Dan Regularis™. Mas o que diabos são os Dan regularis™?

A Bífidobacterium animalis é um dos habitantes do intestino do ser humano saudável e o DanRegularis™ é uma linhagem de Bifidobacterium animallis DN-173 010, subspécie lactis. Essa bactéria, criada em laboratório, encontra-se protegida pela patente EP1297176B1. O código DN173010 corresponde à cepa da marca comercial DanRegularis™, marca registrada pelo fabricante. Isso significa que nenhuma pessoa está autorizada a fazer iogurte caseiro usando Activia.

O fabricante do iogurte afirma existirem estudos que confirmam os seus efeitos em mulheres, por outro lado, há estudos que asseguram não existirem provas clínicas dos efeitos proclamados ou que tais efeitos são os mesmos produzidos por iogurtes normais. Enquanto isso, médicos e nutricionistas afirmam que o consumo de fibras e uma dieta alimentar adequada dispensam iogurtes.

Eu fico pensando nas pessoas que ingeriram Activia™ e incorporaram os Dan regularis™ a sua flora intestinal. Certamente estas pessoas não se deram conta que uma parte de seus organismos estaria começando a fazer parte da Danone, afinal, os Dan regularis™ certamente vão trocar material genético com a população de Bifidobacterium animallis do seu intestino. Será que isso é seguro? Não podemos saber, pois está tudo protegido pela lei de patentes.

Lectina da banana é a nova arma contra o HIV

A novidade veio dos Estados Unidos, onde um estudo realizado na Universidade de Michigan mostrou que um dos componentes químicos da banana, a lectina BanLec, é tão eficaz quanto duas drogas anti-HIV desenvolvidas em laboratórios.

Lectinas são proteínas encontradas em alguns vegetais que têm a capacidade de serem ligadoras de carboidratos ou glicoconjugados. Já faz algum tempo que a ciência tem estado de olho nessas proteínas, pois elas tem a capacidade de parar reações em cadeia de alguns processos infecciosos causados por vírus.

No caso da BanLec, ela consegue se ligar ao açúcar encontrado em alguns pontos do corpo do vírus HIV e barrar sua ação no organismo. Mesmo as drogas mais potentes não conseguem superar o fato do vírus ser mutante, mas com a lectina são necessárias inúmeras mutações para que o vírus consiga se livrar dela.

A equipe estuda maneiras para alterar o BanLec e aumentar sua eficiência, mas adianta que já é possível uma aplicação da substância em cremes e pomadas, vaginais e anais, reforçando a proteção na hora do sexo. Os pesquisadores afirmam que a extração da proteína da banana é muito mais barata que a produção de componentes sintéticos e já preveem que poderá salvar milhões de vidas. Até mesmo uma análise mais conservadora mostrou que se o grau de eficácia fosse e apenas 60%, a BanLec salvaria 2,5 milhões de pessoas em três anos.

O Brasil possui hoje cerca de cerca de 600 mil de pessoas infectadas com o HIV e seu esquema de prevenção e conscientização das pessoas em torno da epidemia já ganhou elogios da Organização Mundial da Saúde. Apesar da camisinha ser até agora o melhor método para não se contrair o vírus, a má colocação ou mau uso pode diminuir sua eficácia. A adição de um creme barato, a base de banana, na equação é seguramente garantia adicional de tranqüilidade para um sexo saudável.