terça-feira, junho 08, 2010

Uma grande chuva de asteróides pode ter formado o Continente Antártico

Segundo um novo e polêmico estudo, um gigantesco asteróide atingiu o Mar do Timor cerca de 35 milhões de anos atrás e contribuiu para a formação dos lençóis de gelo da Antártida. Andrew Glikson, especialista no estudo de impacto extraterrestre, do Instituto de Ciência Planetária da Universidade Nacional Australiana em Camberra, analisou uma cúpula (morrinho) encontrada a 2,5 km de profundidade, inicialmente pensou que poderia ter sido formada por atividade vulcânica ou movimento de placas tectônicas.

Conforme relatórios da New Scientist, a microscopia eletrônica e levantamentos sísmicos mostram que a cúpula, chamada Monte Ashmore, foi o resultado de uma colisão de um grande asteróide a uma velocidade tal que causou a cúpula no centro de sua imensa cratera. Os estudos revelaram que a cúpula tem um diâmetro de mais de 50 quilômetros e no eixo vertical de vários quilômetros de altura.

Discovery News relata: "impactos de pequenos asteróides apenas criam uma cratera de impacto, grandes impactos podem fazer uma cúpula subir no meio da cratera." Australian Geographic relata:" Várias outras crateras que foram datadas do mesmo período possuem formações semelhantes" isso leva a crer que a terra foi bombardeada por asteróides neste período, muito após a extinção dos dinossauros.

Glikson acredita que esta tempestade de asteróides pode ter mudado as placas da Terra de lugar e que isso criou um fosso entre a Antártida e a América do Sul, conhecido como a Passagem de Drake, e que ainda hoje existe. A corrida da água através de passagem de Drake isolou o clima da Antártida do resto do mundo, e assim promoveu o crescimento de uma camada de gelo de grandes dimensões.

As calotas polares, em combinação com correntes recém-emergentes em torno da Antártida pode ter permitido a refrigeração da água nos oceanos do mundo e, possivelmente, resultouno resfriamento que o planeta sofreu na época e que está bem documentado pela ciência. O Estudo foi publicado na revista Brasileira Ciências da Terra.

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