quinta-feira, julho 01, 2010

Algumas grandes mortes da história da ciência

Os cientistas constroem conhecimento, descobrem nossas origens, novos planetas, novos materiais, inventam ferramentas capazes de facilitar a nossa vida e revolucionar o mundo, mas volta e meia são vítimas de toda essa genialidade.

Por imprudência, falta de conhecimento mais profundo ou acidente, inúmeros cientistas sucumbiram às suas invenções. Entre as vítimas documentadas na história, talvez a mais famosa seja o "pai da física moderna", Galileu Galilei.

Em 1609, Galilei aperfeiçoou o telescópio e construiu um capaz de aumentar em 30 vezes o tamanho de um objeto para realizar as suas observações astronômicas. O trabalho de Galileu no refinamento do instrumento foi muito importante para as gerações seguintes, mas também acabou com a sua visão. De acordo com historiadores, as observações do Sol através do telescópio foram a causa mais provável da cegueira quase total com a qual Galileu Galilei teve que conviver nos últimos quatro anos de sua vida.

Outro caso interessante foi da cientista Marie Curie. Marie era casada com o também cientista Pierre Curie e juntos eles realizavam pesquisas sobre elementos químicos radioativos. Em 1898, eles descobriram o elemento Rádio.

Marie Curie passou quase toda sua vida realizando pesquisas sobre radiação. Foi a primeira pessoa a ganhar por duas vezes o Prêmio Nobel de Física, em 1903, por suas descobertas no campo da radioatividade e ganhou também o Nobel de Química, em 1911, pela descoberta dos elementos químicos Rádio e Polônio. Marie morreu no dia 4 de julho de 1934 de leucemia devido à sua alta exposição às radiações durante o seu trabalho.

Mais uma vítima famosa foi o químico Robert Bunsen. Bunsen é conhecido por ter dado seu nome ao Bico de Bunsen, que é utilizado até hoje nos laboratórios de química. O queimador, na verdade, foi inventado pelo britânico Michael Faraday, mas foi Bunsen quem o aperfeiçoou.

Bunsen iniciou a sua carreira científica em química orgânica e quase morreu duas vezes de envenenamento por arsênico durante experiências. Como se não fosse suficiente, ainda perdeu a visão em um olho, depois de uma explosão de cacodilo de cianeto.

Outra história curiosa é a do médico e cientista Alexander Bogdanov. Em 1924, Bogdanov iniciou experiências com transfusão de sangue que realizava em seu próprio corpo. Ele declarou que, com as experiências, havia diminuído sua calvície e melhorado a sua visão.

Mas como os conhecimentos de biologia e sobre as próprias transfusões ainda era limitado, Bogdanov não teve um rigor necessário para lidar com este tipo de experimento. Ele não examinava e nem levava em consideração a saúde do doador. Em 1928, o médico realizou nele mesmo uma transfusão de sangue infectado com malária e tuberculose, que o levou à morte pouco tempo depois.
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