domingo, março 14, 2010

O Ornitorrinco pode ser a chave da hibridização entre seres humanos e répteis




Estudos sobre o genoma do ornitorrinco, revelaram que o animal é, ao mesmo tempo, réptil, pássaro e mamífero, segundo um relatório publicado pela revista Nature em sua edição desta quinta-feira. A espécie de 40 cm de comprimento faz parte da família dos monotremados: a fêmea produz leite para alimentar os filhotes e são ovíparos. Sua pele é adaptada à vida na água e o macho possui um veneno comparável ao das serpentes.

“O genoma do ornitorrinco (Ornithorhyncus anatinus), assim como o próprio animal, apresenta um amálgama de características que pertencem a um réptil ancestral e são derivadas de mamíferos”, segundo os pesquisadores. Alguns dos 52 cromossomos, ligados às características sexuais, correspondem também a aves.

De fato, se compararmos seu genoma ao de outros mamíferos “seremos capazes de estudar os genes que foram conservados durante a evolução”, explica. O ornitorrinco é “único”, uma vez que manteve características de répteis e mamíferos, especificidade que a maioria das espécies perdeu ao longo da evolução, lembra por sua vez Wes Warren, da mesma universidade. O seqüenciamento do genoma do ornitorrinco foi realizado com uma fêmea, batizada de Glennie, que vive na Austrália. Equipes de oito países participaram da pesquisa, entre os quais Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra e Espanha.

Ao longo da análise, os cientistas compararam o genoma de Glennie ao de homens, cachorros, ratazanas, gambás e galinhas: o ornitorrinco compartilha 82% de seus genes. Este animal conta com 18.500 genes, dos quais dois terços também aparecem no homem. Este fato faz com que os ornitorrincos possam servir de base para a produção dos primeiros organismos hibridos entre humanos e répteis assim como humanos e aves, já que os genes do animal podem ser compatíveis com os do ser humano. Pesquisadores chineses, país que já produziu as primeiras células híbridas entre seres humanos e ratos já manifestaram interesse em adotar estes animais em suas linhas de pesquisa.

O ornitorrinco nada com olhos, ouvidos e narinas fechados, guiando-se graças a receptores sensoriais em seu bico para detectar os campos elétricos emitidos por suas presas. Além disso, a fêmea não possui tetas para amamentar os filhotes – estes sugam o leite que sai da pele da mãe, como os marsupiais. Ainda não se sabe quais características genéticas do ornitorrinco serão de serventia para o ser humano, mas o primeiro passo já foi dado.

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