segunda-feira, maio 24, 2010

Depois do mal da Vaca Louca, agora é o mal do Veado Louco

Uma das doenças priônicas mais comuns é a encefalopatia espongiforme bovina, ou doença da vaca louca. Muito semelhante a ela é uma doença que foi identificada na natureza nos anos 90, no EUA, o "mal do veado louco", e é o que está preocupando a comunidade científica ambiental americana. Embora não haja evidência estatística de que os prions dos veados possam infectar os seres humanos, a doença nestes animais silvestres está se expandindo entre as populações de veados e já chegou até ao canadá.

Trata-se de uma encefalopatia espongiforme transmissível, que afeta animais de estimação e ungulados silvestres. Os "Deer prions" como costumam ser referidos, infectam diversas espécies de veados. Os primeiros sinais de diagnóstico remontam a 1967 e foram encontrados em um cervo "Odocoileus mula" mantido em cativeiro no Colorado (EUA).

Pesquisadores do Centro de Pesquisa Cooperativa em Biociências, Biogune CIC, em colaboração com a Universidade de Kentucky (E.U.A.), descobriram uma nova forma de controlar a estabilidade de determinados tipos de príons (os agentes patogênicos responsáveis por encefalopatias espongiformes transmissíveis ou EET) por meio de seleção de determinadas proteínas. Isso dá a oportunidade de controlar a epidemia priônica em cervos nos EUA e Canadá. A descoberta foi publicada em 13 de maio no "Prestigius scientific journal science".

Dados epidemiológicos sugerem que é uma doença auto-sustentável e parece que ela pode ser transmitida horizontalmente em populações cativas. Estudos recentes indicam que a transmissão de prions em populações selvagens pode ocorrer através da urina contaminada, fezes e saliva. Devido à importância da epidemia, a doença está sendo pesquisada no Laboratório de Prions da Unidade de Proteínas do Biogune CIC, que iniciou os seus trabalhos no início deste ano, em 2010, no Bizkaia Technology Park, sob a direção de Joaquín Castilla, um investigador contratado pela Agência IkerBasque, com o objetivo principal de promover o conhecimento das encefalopatias espongiformes transmissíveis (EET).

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