MUNDO EM COLAPSO

Ciência, Sociedade, Tecnologia e Entretenimento.

O POVO BRASILEIRO PRECISA ENTENDER QUE TUDO VAI MUDAR!

Você sabe disso, é capaz de sentir as mudanças no ar, não conseguiram te hipnotizar...

Há muitas verdades sendo omitidas pela mídia em geral...

Verdades das quais sua vida muitas vezes depende...

E outras que você não faz a mínima questão de saber.

Isso leva a se sentir como um peixe fora d'água ou coisa mais esquisita, não leva?

A boa notícia é que você não é uma pessoa louca, nem é a única a pensar assim...

A má notícia é que você é minoria e a maioria acha que o seu problema é loucura... se você não liga a mínima, o MUNDO EM COLAPSO também não... Sinta-se em casa!

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sábado, julho 28, 2012

Surge uma nova tecnologia para produzir madrepérola em laboratório

Era uma vez o tempo em que uma pérola era coisa espetacular e rara. As pérolas cultivadas têm invadido o mercado já faz algum tempo, mas não temos sido capazes de reproduzir fielmente as pérolas naturais. Mas isso está prestes a mudar, e a novidade está preocupando os produtores de pérolas pois vai banalizar o material tornando-o barato e abundante.

Um artigo publicado na Nature Biocommunications desta semana apresenta um novo método de produção de madrepérola artificial usando a mesma técnica básica que os moluscos usam. Lotes de camadas de material são prensadas em conjunto em uma microestrutura e coladas em conjunto com os polímeros, em seguida são embebidas com uma solução de carbonato de cálcio. O carbonato de cálcio cristaliza lentamente, e o resultado é um material com propriedades mecânicas e iridescência óptica, que segundo a revista, supera a pérola natural.

Ao invés de usar essa nova técnica para entupir o mercado de pérolas baratas a equipe da Universidade de Cambridge decidiu trabalhar no desenvolvimento de revestimentos resistentes fabricados a partir desta madrepérola sintética e de custos bem reduzidos. Na ilustração você pode ver a comparação entre a sintética e a natural.

segunda-feira, abril 26, 2010

Caracol-Tigre: Caracol gigante africano é o maior do mundo

O caramujo gigante Africano (Achatina achatina), também chamado de Caramujo-tigre-gigante, é o maior caracol do mundo. O caramujo é nativo da floresta de Gana, na África. Esses caramujos hermafroditas e se assemelham com quase todos os gastrópodes pulmonados terrestres, exceto pelo tamanho. As conchas destes caracóis chegam a 18 centímetros de comprimento com um diâmetro de 9 centímetros, no entanto, existem também exemplos maiores.

Vivem em condições tropicais, e para melhorar, não possuem muitos inimigos naturais. Cada um deles coloca até duzentos ovos por ano, a espécie é arborícola opcional e utiliza cerca de 500 espécies diferentes de plantas para se alimentar, ataca lavouras e até come o reboco das paredes das casas, o que é um grande problema para quem mora e produz nas proximidades das florestas de Gana.

domingo, março 14, 2010

Lesma-do-mar-fotossintetizante pode ajudar cientistas a produzirem humanos autotróficos




A fotossíntese é o processo por meio do qual os seres chamados autótrofos ou autotróficos, como vegetais, algumas espécies de microalgas (ex.: diatomáceas e euglenoidinas), cianófitas e diversas espécies de bactérias, produzem o seu próprio alimento. Teoricamente, os outros seres vivos, conhecidos como heterótrofos, não possuem essa mesma capacidade, por não terem desenvolvido esse processo metabólico.

Uma descoberta feita pela pesquisadora da Universidade de Maine (EUA), Mary Rumpho, mostrou a capacidade adaptativa da natureza. Estudando a lesma-do-mar Elysia chlorotica, ela descobriu como essa espécie consegue realizar fotossíntese.

A E.chlorotica é um molusco gastrópode que habita a costa dos E.U.A. e que se alimenta de algas verdes, preferencialmente as da espécie Vaucheria litorea. Um diferencial desse tipo de lesma, em relação aos outros, chamou a atenção da pesquisadora. Após ingerir a alga, ele consegue sobreviver, durante um longo período de tempo, produzindo o seu próprio alimento, através da fotossíntese.

A pesquisadora descobriu que a lesma incorpora, em seu organismo, depois da ingestão, os cloroplastos da alga. À incorporação, que ocorre no epitélio digestivo do molusco, dá-se o nome de kleptoplastia. O cloroplasto, organela que contém clorofila, pigmento responsável pela realização da fotossíntese, pode durar no organismo do animal por até nove meses. De acordo com a cientista, o molusco tem a capacidade de reter, em suas células, os genes responsáveis pela fotossíntese. Dados de experimentos realizados anteriormente mostraram que lesmas alimentadas com V. Litorea, durante duas semanas, sobreviveram até o final da vida sem a necessidade de se alimentar.

O que intrigou os pesquisadores foi o fato de o gene responsável pela fotossíntese continuar funcional dentro da lesma, já que os cloroplastos possuem DNA suficiente para codificar somente 10% das proteínas necessárias para realização do processo fotossintético. O restante do DNA necessário é encontrado no núcleo das células da alga. Diante desse fato, Mary Rumpho levantou duas hipóteses para o fenômeno. Na primeira, ela acredita que os cloroplastos da alga têm a capacidade de reter todo o genoma necessário para a codificação das proteínas requeridas pelo processo de fotossíntese. Já a segunda hipótese, mais aceita, inclusive, seria a de que o molusco forneceria as proteínas que faltam ao genoma do cloroplasto.

A equipe da cientista realizou o seqüenciamento do material genético do cloroplasto, e o resultado mostrou que ele não estava completo para realizar a fotossíntese. Além disso, foi constatado, também, que o gene psbO (oxygenic photosynthesis) foi expresso na lesma-do-mar, integrado as suas células germinativas (sexuais), e que a fonte desse gene é a alga ingerida pelo molusco.

Apesar de os pesquisadores terem demonstrado que há a retenção e a incorporação do genoma da alga Vaucheria litorea, nas células da lesma-do-mar Elysia chlorotica, eles ainda não compreendem como o gene responsável pela fotossíntese pode manter-se funcional. Segundo revelou Greg Hurst, da Universidade de Liverpool, Reino Unido, ao site Checkbiotech, a transferência de DNA entre espécies não é uma novidade, porém o que intriga os pesquisadores é o fato de o material genético continuar funcionando dentro do animal que o adquiriu.

Esse estudo pode ajudar os cientistas a compreenderem como ocorre a adaptação do organismo da lesma ao genoma adquirido, de forma a mantê-lo funcional, o que constitui uma vantagem adaptativa para o animal. Esse fenômeno é chamado de transferência horizontal. No futuro, cientistas acreditam que seja possível injetar genes semelhantes em seres humanos que passariam a produzir seu próprio alimento.