segunda-feira, março 22, 2010

Os piores empregos da ciência

Para a maioria das pessoas, um dia no escritório não inclui a coleta de estrume ou abrir tripas de baleias mortas, mas para alguns cientistas, essas tarefas grotescas são apenas parte da sua rotina diária. A revista estadosunidense "Popular Science" ressalta algumas características destes postos de trabalho incomuns em sua edição de abril. Na lista "Os dez piores trabalhos na Ciência" eles pretendem mostrar como a ciência é feita, longe da mistificação que se faz a respeito do assunto. Veja alguns deles:

Doutor em axilas: Pesquisadores do "Monell Chemical Senses Center", na Filadélfia, estudam odores humanos, principalmente os que saem do suvaco. Eles tentam "isolar os compostos que nos dão o nosso aroma tão especial."

Transplantador de fezes: Alguns hospitais executam um controverso procedimento chamado de "transplante fecal", que consiste em transplantar matéria fecal de uma pessoa saudável para o intestino de uma pessoa infectada com a bactéria C. difficile.

Bolsista em espirros: A maioria das pessoas se afastam quando ouvem um espirro, mas na Universidade de Califórnia-Berkeley, o pesquisador Mark Nicas pesquisa tosses e espirros "cara-a-cara". Na esperança de encontrar as áreas do corpo mais suscetíveis ao vírus da gripe, seus estagiários precisam ficar recebendo espirros e tossidas a queima roupa.

Curador da coleção de estrume: Jim Mead e sua equipe da Universidade do Norte do Arizona, são responsáveis pela "maior coleção de excrementos em todo o mundo," recolhidas em escavações arqueológicas, zoológicos e pelos guardas florestais. O objetivo é estudar o DNA da matéria vegetal e animal contida no esterco.

Tira-dúvidas do Apocalipse: Após o lançamento do filme de 2012, que é o ano em que o calendário maia - e supostamente o mundo - acabam, o arqueólogo Anthony Aveni, da Colgate University, responde diariamente a centenas de e-mails enviados por adolescentes obcecados em saber se o mundo vai realmente acabar.

Mergulhador do mar-de-ranho: Cientistas da Itália, da Universidade Politécnica de Marche, mergulham no mar Adriático para coletar amostras de "massas de plâncton gelatinoso mortas e apodrecidas". Essas massas se parecem com ranho e ficam cheias de mariscos e ovos em decomposição.

Contador de Soja: O agrônomo Andrew Robinson e sua equipe de pesquisa contaram os botões florais das plantas de cada uma das 72 parcelas de soja plantadas perto de West Lafayette, Indiana, Estados Unidos. O objetivo era estudar quais meses são mais produtivos para plantar soja.

Abridor de Baleias: Michelle Berman do "Santa Barbara Museum of Natural History" corta as carcaças de baleias e golfinhos que são encontrados mortos para estudar o que está matando eles. Muitas vezes ela têm de ficar atolada em sangue e gordura além de se expôr a alguns ácidos graxos dos cetáceos que podem corroer nossos cabelos e pele.

E o melhor trabalho?

Fazedor de cócegas em bebês: Marina Davila-Ross, uma neurocientista da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, faz cócegas em bebês humanos, chimpanzés, bonobos, gorilas e gibões. Ela tenta determinar se o riso nestes animais e em humanos significa a mesma coisa.

fonte: Popular Science, EUA.
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