domingo, julho 29, 2012

Falando um pouco sobre a controversa Teoria das Supercordas

Quando você era criança, não sonhava se tornar um astronauta? Ou talvez uma dançarina de ballet? Supondo que você não seguiu nenhuma dessas carreiras, são essas versões de vocês que estão lá fora, agora, conquistando o espaço ou fazendo piruetas em outras dimensões, pelo menos é o que diz a controversa Teoria das Cordas. Não só estas versões mas todas as possibilidades que não foram a que você escolheu dentro da sua linha do tempo estariam "lá fora" em dimensões das quais não temos o poder de percepção.

A teoria das cordas diz que todos os átomos que compõem o universo bem como suas partículas subatômicas (incluíndo o Bóson de Higgs, a famosa "partícula Deus") são compostas de coisas ainda menores, fios de energia que se parecem muito com cordas. Essas seqüências são infinitamente pequenas e vibram em dez dimensões (ou onze, dependendo do autor).

Interpretando a teoria posso assumir que cada resultado possível, ou provável da minha que eu não decidi seguir está presente no universo dentro das dimensões que não percebo por estar preso no tempo. Todos os meus paralelos estão no universo e cada possibilidade da minha vida, minhas ações, minhas decisões, sonhos e as ações, assim como tudo que eu possa imaginar não se trata de apenas ilusão, a imaginação (consciência) seria o nosso portal capaz de nos transportar para estes mundos paralelos que não fazem parte da evolução das dimensões que percebo.

A Teoria das Cordas ainda necessita de comprovação e é alvo de muitas críticas e desconfianças, mas embora ela não seja um consenso entre os físicos, é com certeza um objeto de estudo apaixonante. Tentar entender as dimensões do universo segundo esta teoria é um verdadeiro exercício de expansão mental, uma experiência quase mística, se é que posso me dar ao luxo de usar esta expressão para escrever sobre a Física, esta ciência tão valorizada e ao mesmo tempo, tão obscura para a maioria das pessoas.

Para partilhar um pouco desta teoria compartilho aqui uma breve explanação sobre as dimensões do universo segundo a Teoria das Cordas, um texto ótimo que é capaz de elevar nosso poder de abstração caso exercitemos imaginar o que nele é proposto. O texto chama-se "Dez Mandamentos da Teoria das Cordas" e foi publicado em nosso idioma na revista "Mundo Estranho" da Editora Abril. Nossa política não é realizar plágio porém este texto é irresistivelmente interessante.

Quem tiver interesse de se aprofundar no assunto poderá adquirir o livro "O Universo Elegante" de Brian Greene, para baixar o pdf do livro gratuitamente já traduzido para o português basta acessar o link: O Universo Elegante - Brian Greene

Os dez mandamentos

Na Teoria das Supercordas, dimensões vão de uma simples reta até um conjunto de big-bangs

1. Antes da primeira dimensão, existe a dimensão zero, que é apenas um ponto. A conexão entre dois pontos forma a primeira dimensão, que é uma reta. Nosso conceito de largura vem dessa conexão entre os pontos.

2. O plano é a segunda dimensão. Para ser bidimensional, um objeto precisa de dois valores numéricos (correspondentes aos nossos conceitos de largura e comprimento) para ser situado, porque ele tem dois eixos.

3. A terceira dimensão é o espaço. Para um objeto, isso significa ganhar profundidade e se tornar tridimensional, ou seja, ser dono de três valores numéricos que o situem (largura, comprimento e profundidade).

4. A quarta dimensão é a duração ou o tempo. Ela é a linha que leva cada ser quadrimensional (como nós, seres humanos) do começo (eu bebê) ao final da existência (eu velhinho). Nós não percebemos essa dimensão, por isso não podemos voltar ou avançar no tempo para ver nossos "eus" passados e futuros.
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5. Na quarta dimensão, a cada momento, uma série de variáveis define o que seremos no instante seguinte. A versão que fica (o eu "normal") é apenas uma entre infinitas que poderiam rolar (como o "eu viking", "eu pirata" e "eu palhaço"). A quinta dimensão é o conjunto de todas essas versões.

6. A sexta dimensão é o caminho entre as possibilidades da 5D. Seria como se todas as suas infinitas versões estivessem dispostas em um plano, como uma folha, e você pudesse dobrar essa folha, encostando um lado (o "eu normal", por exemplo) em outro lado (como o "eu viking").

7a. Os vários "eus" possíveis da 6D estão dentro de um universo. A sétima dimensão pega o conceito de linha temporal da 4D e aplica a todo esse universo, traçando uma linha do tempo que começa no big-bang, evento que teria dado início a tudo.

7b. Mas não é só: a sétima dimensão também diz que, assim como cada um de nós, o universo também pode ter várias versões, e estabelece que existem universos alternativos ao nosso, originados do mesmo big-bang.

7c. O "nosso" big-bang é apenas uma possibilidade. Podem existir outros big-bangs diferentes que podem ter dado origem a outros universos, os quais também podem ter infinitas versões. A 7D reúne todos os big-bangs e todos os infinitos universos possíveis.

8. Imagine que cada uma dessas bolinhas da imagem acima é um dos big-bangs (com seus respectivos universos derivados) existentes na sétima dimensão. A oitava dimensão é um vértice, um ponto de intersecção a partir do qual se pode chegar a qualquer uma das "bolinhas".

9. Partindo da figura da 8D, imagine que o vértice é um ponto onde o plano formado antes pode ser dobrado. A nona dimensão nada mais é do que uma dobra nesse plano, para encostar um big-bang no outro e permitir viajar entre eles - como as viagens entre os "eus" na 6D.

10. A décima dimensão é o conjunto de todos os caminhos para todos os big-bangs, que dão origem a todos os universos. Imagine pegar todas as nove dimensões e juntar tudo num pontinho. Essa é a décima dimensão - o fim do caminho, de onde não há mais para onde ir.
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