quinta-feira, julho 26, 2012

Pigmeus, Hadza e Sandawes são híbridos de Homo Sapiens com "irmão" dos Neandertais


Depois de décadas de escavações, os paleoantropólogos que procuram ossos humanos fossilizados nos davam uma imagem razoavelmente clara: os humanos modernos surgiram na África cerca de 200.000 anos atrás e todas as espécies arcaicas de seres humanos, em seguida, desapareceram, sobrevivendo apenas fora da África, assim como os neandertais na Europa. O grupo de cientistas geneticistas que estudam o DNA destes fósseis e de humanos vivos agora nos falam ao contrário: uma espécie desconhecida e arcaica de seres humanos, provavelmente um tipo de "irmão" dos neandertais, permaneceu na África até talvez 25.000 anos atrás, convivendo com os humanos modernos e realizando cruzamentos ocasionais com eles.

Os geneticistas chegaram a essa conclusão, e nesta quinta-feira publicaram na revista Cell, após a decodificação do genoma de três povos isolados na África. Mas a descoberta é encarada com ceticismo por alguns paleoantropólogos, devido à ausência no registro fóssil de qualquer coisa que possa apoiar os cálculos dos geneticistas estatísticos.
Dois dos grupos são caçadores-coletores, os Hadza e os Sandawe da Tanzânia, ambos falam idiomas com sons que não estão presentes em nenhuma outra língua (cliques) e podem indicar linhagens de DNA antigo que seguem para os primeiros ramos da árvore genealógica humana. O terceiro grupo é o dos pigmeus dos Camarões, no Leste Africano, que também têm trechos de antigas linhagens de DNA e tipos sanguíneos pouco comuns (Seus tipos sanguíneos são diferentes dos nossos). Todos os três grupos permanecem relativamente isolados reprodutivamente de outros grupos desde tempos muito remotos.

(Mulheres da Tribo Sandawe)

Os geneticistas, liderados por Joseph A. Lachance e Sarah Tishkoff, professores da Universidade da Pensilvânia, decodificaram os genomas inteiros de cinco homens de cada um desses grupos. Os custos de todo o seqüenciamento do genoma caíram tanto nos últimos anos que a técnica pode ser aplicada pela primeira vez às populações, disse Dr. Tishkoff, que pagou em torno de dez mil dólares para cada um dos 15 genomas.

Entre as sequências de DNA especiais para Pigmeus, Dr. Tishkoff e colegas descobriram uma variante do gene que controla o desenvolvimento da glândula pituitária, a fonte das hormônios de controle do crescimento e reprodução. Esta poderia ser a causa da baixa estatura dos pigmeus sua curta idade de reprodução. Pigmeus, diferentes dos outros grupos humanos, costumam atingir a idade fértil entre seis e nove anos

Os genomas dos Pigmeus dos Hadza e Sandawe (as tribos que usam cliques na fala) possuem muitos trechos curtos de DNA com sequências altamente incomuns.A equipe do Dr. Tishkoff interpreta essas seqüências de DNA divergentes como resquícios genéticos de cruzamentos com uma espécie arcaica de Humano. Cálculos genéticos sugerem o cruzamento ocorreu entre 20.000 e 80.000 anos atrás.

A partir de cálculos da quantidade de divergência no DNA, os geneticistas estimam que as espécies arcaicas se separaram dos ancestrais dos humanos modernos cerca de 1,2 milhões de anos atrás, quase ao mesmo tempo dos ancestrais dos neandertais, que dominaram a Europa durante o final da última era glacial. Mas a espécie arcaica tem uma sequência de DNA diferente dos neandertais, cujo genoma foi reconstruído a partir de DNA encontrado em fósseis, e assim pode ser uma espécie irmã.
(Papa Ratzinger visita os Pigmeus)

O Fato destas três tribos (Pimeus, Hadza e Sandawe) serem híbridos de Homo Sapiens com outra espécie do gênero Homo já extinta não os faz menos humanos ou menos evoluídos do que nós, na verdade, a sua evolução genética simplesmente seguiu por caminhos diferentes e isto de modo algum afeta a sua capacidade intelectual, não os torna inferiores ou superiores, apenas diferentes. Os Fósseis desta espécie extinta provavelmente estão misturados com os de Homo sapiens arcaicos e Neandertais que ainda aguardam exame de DNA.
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