MUNDO EM COLAPSO

Ciência, Sociedade, Tecnologia e Entretenimento.

O POVO BRASILEIRO PRECISA ENTENDER QUE TUDO VAI MUDAR!

Você sabe disso, é capaz de sentir as mudanças no ar, não conseguiram te hipnotizar...

Há muitas verdades sendo omitidas pela mídia em geral...

Verdades das quais sua vida muitas vezes depende...

E outras que você não faz a mínima questão de saber.

Isso leva a se sentir como um peixe fora d'água ou coisa mais esquisita, não leva?

A boa notícia é que você não é uma pessoa louca, nem é a única a pensar assim...

A má notícia é que você é minoria e a maioria acha que o seu problema é loucura... se você não liga a mínima, o MUNDO EM COLAPSO também não... Sinta-se em casa!

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domingo, abril 18, 2010

Gene da morte súbita para o mosquito da dengue

A Oxitec, a empresa britânica de biotecnologia, criou mosquitos que estão programados para a morrer precocemente. A idéia fazer com que os machos acrescentados dos genes da morte precoce copulem com fêmeas selvagens, sendo assim transmitirão os genes letais para os jovens que não chegarão a idade de reproduzir. Isso pode ajudar a controlar a propagação da dengue e de outras doenças transmitidas por estes insetos.

No entanto esta empreitada recebe muitas críticas: "A liberação de milhões de mosquitos geneticamente modificados com genes letais nos ecossistemas é um experimento imprudente e que fugirá do controle, isso pode danificar seriamente os ecossistemas, sendo portanto um risco muito grande a se correr", disse Jim Thomas, do Grupo ETC, uma ONG de ética tecnológica.

A estratégia não é original, pesquisadores dos Estados Unidos já tentaram usar a mesma lógica para gerar infertilidade nas lagartas-do-algodão e os mesmos tipos de críticas foram feitos. O certo é que existem muito poucos estudos sobre este tipo de aplicação da biotecnologia e um mal planejamento neste sentido pode causar um desastre ecológico inimaginavelmente grande.

segunda-feira, abril 12, 2010

Tuberculose: genoma do Mycobacterium tuberculosis é mapeado pelo OSDD

Cientistas indianos mapearam pela primeira vez o genoma do Mycobacterium tuberculosis, o que dá a esperança de se descobrir uma droga eficaz para a doença que mata pelo menos 330.000 indianos anualmente. "Nossos cientistas, juntamente com mais de 100 estudantes de diversas universidades conseguiram realizar este feito em poucos meses. Esperamos que dentro de no máximo dois anos já sejamos capazes de começar os testes clínicos das moléculas potencialmente ativas," disse Samir Bramhachari, o chefe do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial Indiano (CSIR).

"Estou muito animado. O que não haviamos conseguido foi alcançado graças ao esforço coletivo. Agradeço a todos os estudantes que têm ajudado a fazer com que a cura se torne uma realidade. Estamos fazendo isso através do Open Source Drug Discovery(OSDD) e qualquer pessoa no mundo é livre para participar ", complementou Bramhachari.

Os cientistas disseram que, apesar de 1,7 milhões de pessoas morrerem de tuberculose a cada ano no mundo, não houve qualquer descoberta de novos medicamentos nas últimas quatro a cinco décadas, tudo porque aparentemente a tuberculose não dá lucros. O OSDD é uma forma completamente nova de pesquisar, pois é aberta, qualquer um pode contribuir e utilizar os resultados para fabricação de novos medicamentos. O objetivo não é obter as patentes, e sim descobrir medicamentos para doenças negligenciadas.

Para conhecer melhor esta nobre iniciativa dos Indianos acesse: http://www.osdd.net/

sexta-feira, abril 09, 2010

o mercado em expansão das biojóias é uma forma de renda sustantável

Um ramo do mercado que vem se desenvolvendo rapidamente e fazendo muito sucesso é o das Biojóias. O nome é pomposo, mas não passam de sementes, galhos, escamas e conchas, que são obtidos pela técnica milenar da coleta e chegam aos pescoços e orelhas do mercado de consumo a preços muito elevados. É claro que não é fácil fazer algo bonito, mas diga isso aos biojoalheiros que estão espalhados por toda parte, a maioria se preocupa com a quantidade e não com a qualidade de suas peças, esperando lucros mais rápidos, o que não se torna possível. Porém, exercitando a técnica, alguns deles deixaram de ser simples vendedores ambulantes de brinquinhos-de-pena para abrirem empresas de exportação destas jóias(que são realmente raras onde não existem).

Existe muito pouca regulamentação sobre este ramo comercial, e não se pode esquecer que a fauna e a flora devem ser preservadas, o governo deveria tomar medidas para que os materiais de biojoalheria fossem melhor fiscalizados.

Não se pode simplesmente sair catando sementinhas por aí, é preciso estar certo que a retirada do material não está prejudicando os ecossistemas naturais, seria uma tragédia se por causa da aparência fosse extinta alguma espécie. E não é por acaso que se deve utilizar preferencialmente as sobras de produção como matéria prima das biojóias, quando nativo, o material botânico e o material zoológico devem ser coletados a partir de espécimens cultivados ou já encontrados mortos.

Tem muita gente que pode pensar: "Não é que dinheiro da mesmo em árvore? E nem precisa plantar, vou pegar as que tem no mato mesmo e exportar pra europa", mas não é bem assim que a coisa funciona. Se você não tiver uma autorização do IBAMA, o próprio IBAMA pode bater na porta do seu estabelecimento junto com a Polícia Federal, ainda mais se receber alguma denúncia.

Você será preso por biopirataria, se você for mulher pode continuar vendendo no próprio presídio, agora se você for homem pode até tentar vender, mas vão querer mesmo é que você desfile com elas. Então cuidado, você não precisa disso, pode usar o "lixo" e fazer os ripongas pensarem que estão se cobrindo de natureza.

Sementes de açaí, guapuruvu, ovos de avestruz, cascas de coco, dentes de capivara, couro de jibóias, rabos de cascavéis, penas de pavão, ou essa pulserinha de lágrimas de nossa senhora na foto acima, são só alguns exemplos do que pode ser usado legalmente na biojoalheria.

Alguns bons designers de biojóias conseguem exportar aquilo que você pisa em cima e joga no lixo orgânico por centenas de euros através da internet. Os motivos para optar pelas biojóias são muitos: é um material renovável, ecológico, totalmente ao contrário do plástico que não se decompõe. Utiliza material de descarte, então diminui a quantidade de lixo produzido pela indústria alimentícia, e o melhor de tudo é que pode estragar, principalmente se forem biojóias de sementes, isso obriga as pessoas a comprarem de novo, o que sacia a sede consumista e não causa danos ambientais, já que se os colares forem pro lixo, vão virar adubo.

quarta-feira, março 24, 2010

Mosquitos transgênicos para combater doenças tropicais?



Pesquisadores Japoneses esperam um dia poder transformar mosquitos sugadores de sangue, em vacinadores alados. Estes insetos transgênicos poderiam, e segundo eles, ainda vão, inocular remédios milhões de vezes sem cobrar salário.

Um novo estudo mostra a que promessa é real, será preciso apenas resolver algumas questões técnicas para fazer estes insetos virarem heróis. O estudo está sendo realizado pela universidade de Tóquio onde os pesquisadores já modificaram geneticamente uma espécie de mosquito, para que a saliva passasse a conter uma determinada proteína, que age como vacina contra a leishmaniose.

"A equipe confirmou que os ratos picados pelo mosquito transgênico desenvolveram um anticorpo para a doença, o que significa que construíram a imunidade", disse Shigeto Yoshida, o professor que liderou a pesquisa.

"Dessa mesma forma, os mosquitos podem ser usados no futuro para ajudar a combater a malária, talvez daqui a uma década. E o bom é que eles não cobram e vão até as pessoas, vacinando-as mesmo sem elas perceberem. Mais picadas só fortalecem a imunidade", complementou.

Por agora, o problema é que não existe vacina eficaz contra a malária, isso acontece porque o antígeno para ela sofre alterações com frequência. No entanto, Yoshida espera que a ciência chegue a uma solução, e que o mosquito transgênico acabe por livrar o mundo desta terrível doença.

Quase um milhão de pessoas morrem anualmente de malária - a maioria delas crianças - sobretudo na África e Ásia, segundo a World Health Organization. Existem vários anti-maláricos, mas nenhum deles é universalmente eficaz.

"Existe o tratamento, mas ele está fora de alcance para pessoas que precisam se preocupar com a comida do dia seguinte. A malária é uma doença intimamente ligada à pobreza e sendo assim o mosquito-vacinador importa muito." Disse Yoshida, que é especialista em malária.

Ele admitiu que a nova abordagem pode levantar questões éticas, tanto sobre transgenia quanto sobre a realização de vacinações sem consentimento informado. "Tecnicamente falando, eu acredito que é uma questão que será resolvida em pouco mais de 10 anos, mas é bem diferente saber se a sociedade aceitará isso tão rapidamente", disse ele.

Outro problema apontado é que o mosquito-vacinador pode espalhar o sangue contaminado de uma pessoa com malária para outras que estejam saudáveis, como qualquer mosquito transmissor de malária. A equipe de Yoshida espera resolver este problema, fazendo com que o mosquito também mate os Plasmodium sp. (protistas que causam a malária) de seu corpo.